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Pires de Lima confia na administração para vender Novo Banco "durante 2015"

O ministro da Economia disse esta terça-feira confiar nas "capacidades práticas" da nova administração do Novo Banco, o qual espera que seja vendido "num prazo razoável, ou seja, durante 2015".

Bruno Simão/Negócios
Lusa 30 de Setembro de 2014 às 11:09
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"A um nível pessoal, posso dizer que confio muito nas capacidades práticas da actual equipa gestora", afirmou António Pires de Lima durante uma conferência em Londres.

 

Eduardo Stock da Cunha "tem uma grande experiência no sector financeiro, é uma pessoa muito inteligente, conheço-o há 35 anos", acrescentou.

 

O ministro disse que o sucessor de Vitor Bento "é o tipo de pessoa que tem condições para cumprir as duas missões: continuar no mercado e preparar o caminho para o banco ser vendido num período razoável, ou seja, durante 2015".

 

Porém, Pires de Lima enfatizou que "não cabe ao Governo conduzir" esta operação, nem foi o responsável pela solução adoptada para a intervenção do Banco de Portugal no Banco Espírito Santo.

 

"O Governo português está a acompanhar de forma próxima porque há um impacto na economia, mas não somos nós que tomamos decisões, esse papel é do Banco de Portugal", vincou.

 

O ministro respondia a uma questão durante uma conferência organizada pela revista Euromoney sobre a recuperação da economia portuguesa, a qual, admitiu, sofreu um impacto devido à "magnitude" do caso BES.

 

No dia 03 de agosto, o Banco de Portugal tomou o controlo do BES, depois de o banco ter apresentado prejuízos semestrais de 3,6 mil milhões de euros, e anunciou a separação da instituição em duas entidades distintas.

 

No chamado banco mau ('bad bank'), um veículo que mantém o nome BES, ficaram concentrados os activos e passivos tóxicos do BES, assim como os accionistas.

 

No 'banco bom', o banco de transição que foi chamado de Novo Banco, ficaram os activos e passivos considerados não problemáticos.

 

"Foi uma adversidade em termos de investidores porque temos de tentar convencer aqueles que investiram no BES e perderam dinheiro a voltar a investir no país. A nossa missão tornou-se mais difícil", admitiu.

 

Mas o ministro, que ainda durante o dia de hoje irá reunir com instituições financeiras em Londres, acredita que tem bons argumentos por causa das melhorias na situação económica em Portugal.

 

"Os investidores que não são completamente avessos a riscos encontram sempre oportunidades", garante. 

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