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Porque Sobrinho esteve na compra da Escom pela Sonangol, segundo Bataglia

Ainda não se percebeu a razão pela qual Álvaro Sobrinho participou na tentativa de aquisição da Escom pela Sonangol, em 2010. Hélder Bataglia avançou uma razão.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Janeiro de 2015 às 19:55
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O negócio de venda da Escom BV pelo Grupo Espírito Santo, iniciado em 2010, continua envolto em mistério. Ao longo da comissão de inquérito, as dúvidas têm-se adensado. Uma delas é qual o envolvimento de Álvaro Sobrinho numa operação entre a Sonangol e o GES – a alienação acabou por nunca se concretizar.

 

A Newbrook, que tem sido ligada a Sobrinho, esteve envolvida na assinatura do contrato de compra e venda em que a Sonangol iria pagar, no final 483 milhões de dólares pela Escom. Mas só foi pago um sinal de 15% - cujo montante apurado nem sempre coincide.  

 

Bataglia só sabe que esse sinal chegou – o resto não. Mas diz que nunca viu o dinheiro. "Só tenho conhecimento que o sinal chegou porque tive a informação". Mas há uma certeza: "Álvaro Sobrinho não era parte do negócio. A Newbrook só serviu para facilitar a concretização do negócio, não intermediou nada. Ajudou a que a Sonangol pudesse ter uma empresa que pudesse fazer o negócio naquele dia, àquela hora".

 

Ou seja, faltava um veículo para concretizar a operação. E o GES queria fazê-lo até ao final de 2010. Com uma calendarização "muito apertada", foi então utilizada a Newbrook, que será de Sobrinho que, naquela altura, era ainda bastante elogiado por Ricardo Salgado.  

 

Posteriormente, Sobrinho e Salgado entraram em ruptura. E a Sonangol acabou por nunca adquirir a Escom, apesar de, segundo Bataglia, terem sido feitos vários descontos no preço.  

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