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Porque Ulrich e Catroga mediaram conflito de Salgado e PQP, segundo PQP

Fernando Ulrich e Eduardo Catroga estiveram a medir a guerra entre Pedro Queiroz Pereira e o Grupo Espírito Santo, através de Ricardo Salgado. O dono da Portucel relatou porquê.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 18:21
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Pedro Queiroz Pereira e Ricardo Salgado estiveram em guerra até Novembro de 2013, envolvendo denúncias do primeiro ao grupo do segundo no Banco de Portugal. Mas, no final desse mês, chegaram a acordo. Houve vários envolvidos nas negociações para alcançar o entendimento. Entre eles, Fernando Ulrich e Eduardo Catroga, confirmou o empresário.

 

"O BPI foi ‘adviser’ [conselheiro] no início das negociações. Só que, depois, as negociações começaram a decorrer com Ricardo Abecassis Espírito Santo [primo de Salgado] e Francisco Cary, reconhecidamente duas pessoas razoáveis", contou Queiroz Pereira na audição desta quarta-feira, 10 de Dezembro, na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

 

A conversa entre o grupo Queiroz Pereira e o Grupo Espírito Santo, sem envolver Salgado, tornou-se "mais fácil". E acabou-se por chegar a um entendimento. Mas o deputado comunista Miguel Tiago quis saber qual o papel de Ulrich e Catroga neste acordo: em que vendeu posições que tinha no GES e o GES vendeu participações que tinha em sociedades de Queiroz Pereira, deixando cair os processos judiciais interpostos mutualmente.

 

Catroga veio através de Salgado?  

 

"O doutor Catroga falou apelando a que houvesse bom-senso". Queiroz Pereira diz ter falado ao telefone. "Ficámos todos muito curiosos de saber a que título e de quem é que vinha. Devia vir de algum lado", continuou. "Ele também não me disse. É uma iniciativa pessoal minha", terá dito Catroga.

 

Apesar dessa garantia, Queiroz Pereira desconfia que poderá ter havido a intervenção de alguém, a pedir que Catroga mediasse o conflito. Miguel Tiago perguntou se havia sido o primeiro-ministro. "Com o dr. Passos Coelho nunca falei. É primeiro-ministro", declarou. "Não tenho qualquer espécie de relação com Passos Coelho, não estou a ver".

 

"Também acho que alguém lhe deve ter pedido alguma coisa. Acho que foi o Dr. Ricardo Salgado, mas não tenho a certeza", confidenciou.

 

Ulrich e o risco sistémico

 

Fernando Ulrich terá feito um papel de conselheiro no arranque das negociações, do lado da Semapa, de Queiroz Pereira. "Estava muito preocupado com a história do risco sistémico, que podia atingi-lo a ele".

 

"Andei com ele no colégio, sou amigo dele de toda a vida. De facto, pedi-lhe [para mediar] porque percebe muitas dessas coisas como banqueiro de sucesso. Ajudou-me no início, depois não foi preciso. Ter-me-á dado conselhos. Depois participou no financiamento", relatou.

 

O financiamento serviu para o acordo a que chegou com o GES. 

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