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Portugal perdeu 54 mil explorações leiteiras em 20 anos

O número de produtores de leite passou de 61 mil explorações para sete mil desde 1993, mas a quantidade de leite saído das explorações mantém-se estável, segundo o "Público". A produção média disparou dez vezes nos últimos 20 anos.

Produtores de leite acusam Continente de "dumping"
Negócios 16 de Junho de 2014 às 09:15
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A produção leiteira mudou radicalmente nos últimos anos. O número de produtores passou de cerca de 61 mil, na campanha de 1993/1994, para menos de sete mil, na mais recente campanha (2013/2014), revela na edição desta segunda-feira o "Público".

 

No entanto, a redução de  explorações aconteceu num  processo de reestruturação, o que permitiu que o volume de entregas de leite cru aumentasse, no início dos anos 1990, e estabilizasse depois em torno das 1,8 milhões de toneladas por ano.

 

Há diferenças significativas na evolução do quadro de produtores entre o que aconteceu no Continente e nos Açores, onde a produção leiteira é um dos pilares da economia local. Na região autónoma, nos últimos 20 anos, o número de produtores recuou para cerca de metade (de 6289, em 1993/1994, para 2893, na última campanha).

 

No Continente, a redução é muito mais substancial: há duas décadas, havia 53 mil explorações leiteiras, valor que, no ano passado, caiu para pouco menos de 4000. Segundo o Público, esta evolução é exemplificativa das mudanças no sector, em que nos  finais da década de 1980 estava ainda muito assente numa estrutura de pequenas explorações, com um número muito reduzido de animais e com uma produção muito pouco sustentável.

 

O mesmo jornal diz que parte substancial do sector não dispunha de ordenha mecanizada própria, fazendo entregas em postos de recolha que regularmente eram visitados pelos camiões-cisterna das cooperativas ou em instalações de ordenha colectiva – algo que dificultava a operação e punha em risco a qualidade do leite recolhido.

 

A mudança no quadro sectorial começa no início da década de 1990, quando passa a ser introduzido em Portugal o sistema de quotas de produção definido pela União Europeia (UE). Fernando Cardoso, secretário-geral da Fenalac – a federação das uniões de cooperativas leiteiras – afirma que o sistema de quotas "garantiu as condições de estabilidade e previsibilidade de mercado propícias ao investimento e à restruturação do sector. A nossa quota foi, nessa altura, definida num valor cerca de 30% superior à produção de então, facto que permitiu o crescimento das entregas de leite."

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