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Pós-troika cria mal-estar entre banca e Banco de Portugal

As Finanças e os bancos já terão dado a conhecer o seu mal-estar em relação ao Banco de Portugal e à sua intervenção junto do Banco Central Europeu (BCE), noticia o “Público”.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 08 de Abril de 2014 às 08:47
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A possível saída de Portugal do programa de ajustamento português de forma “limpa” está a gerar algum desconforto entre a banca e as Finanças em relação ao Banco de Portugal.

 

Em causa está o facto de, sem apoio da troika, as instituições financeiras ficarem sujeitas às condições normais de recurso ao BCE, que impõe que a dívida pública usada como colateral para esses empréstimos esteja classificada com "nível de investimento". Ora, neste momento, apenas a agência canadiana Dominion Bond Rating Service (DBRS) atribui esta classificação à República Portuguesa, como o Negócios noticiou a 27 de Março.

 

Uma fonte do sector financeiro afirmou ao “Público” que “não há um único papel a dizer que as condições de acesso da banca portuguesa ao BCE, depois da saída da troika, se alteram”. Uma abordagem semelhante à defendida pelo Governo, segundo o mesmo jornal.

 

Contudo, as regras do BCE estão bem definidas. Se Portugal sair do programa de ajustamento, sem recurso a um programa cautelar, fica nas mãos da agência DBRS que ainda ontem afirmou à imprensa que não prevê reduzir a notação de dívida portuguesa.

 

O Ministério das Finanças não quis comentar ao “Público” este assunto. Já os banqueiros contactados dizem que a decisão do BCE vai complicar o acesso ao financiamento por parte da banca. Esta “medida do BCE deveria ter sido contrariada pelo BdP”, defende uma fonte, com o jornal a salientar que não se sabe se Carlos Costa teria força para convencer os governadores dos outros bancos centrais.

 

A mesma fonte da banca condenou a postura do BdP que “enviou uma carta burocrática para os serviços do BCE a tratar do tema e outra para os bancos a pedir-lhes que estimassem as consequências da decisão e refizessem os seus planos de capital.”

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