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PQP chegou a acordo com GES após denúncia porque sabe "dançar a música que toca"

O empresário chegou a acordo com o Grupo Espírito Santo para deixar cair os processos judiciais e as denúncias feitas em 2013. "Eu sou empresário, não sou regulador", justificou.

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 17:46
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Pedro Queiroz Pereira chegou a acordo com o Grupo Espírito Santo para retirar as acções judiciais que havia colocado contra ele. E comunicou isso mesmo ao Banco de Portugal.

 

"Não disse que estava mal e que agora estava tudo bem", esclareceu Queiroz Pereira. O que fez, disse, foi dizer que as dúvidas que tinha levantado junto do grupo já tinham sido esclarecidas.

 

"Eu sou empresário, não sou regulador". Além disso, declarou ao deputado comunista Miguel Tiago na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES, utilizou a perspicácia. "Se não tivesse alguma perspicácia, não tinha chegado onde cheguei. Tenho de saber dançar a música que toca".

 

Miguel Tiago considerou que o dono da Portucel só denunciou em Novembro de 2013 dúvidas na Espírito Santo International porque estava numa guerra accionista com Salgado. "Utilizou a lei num conflito entre accionistas por posições de poder dentro do grupo. Quando deixou de entender que a lei era útil, a questão moral dilui-se claramente e disse: ‘esqueçam tudo o que comuniquei’".

 

Queiroz Pereira esclareceu, então, que não disse que estava tudo bem. Mas as dúvidas de gestão que havia levantado estavam esclarecidas. E houve um acordo em que o grupo do empresário e o GES trocaram participações e activos e, assim, decidiram deixar cair os processos judiciais interpostos mutuamente. Mas ainda disse a Miguel Tiago: "Essas suas impressões são certezas".

 

"Não tive dificuldades em aceitar que fizesse parte do acordo retirar todos os processos", esclareceu.

 

Queiroz Pereira denunciou irregularidades na Espírito Santo International a 24 de Setembro e 10 de Outubro de 2013. Houve depois negociações, com vários intermediários como Fernando Ulrich e Eduardo Catroga, que acabaram por pôr termo à rivalidade entre o empresário e o banqueiro (o primeiro achava que o segundo se queria apoderar das suas empresas, como a Portucel). Com acordo, a 29 de Novembro, a informação enviada ao regulador foi actualizada, dizendo que as dúvidas anteriormente levantadas já estavam praticamente esclarecidas. 

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