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PQP e PCP estão de acordo numa coisa: críticas à ganância

O empresário Pedro Queiroz Pereira mostrou-se bastante crítico dos aumentos de capital feitos por excesso de ganância. "São sinal de má gestão".

Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 23:02
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PQP e PCP. As siglas podem confundir-se apesar de terem pouco em comum. Pedro Queiroz Pereira, o empresário industrial que detém a Portucel. Partido Comunista Português, que ataca os excessos do capitalismo. Mas há, pelo menos, uma coisa que os une, conforme disse PQP na sua audição desta quarta-feira, 10 de Outubro, da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e GES.  


Os aumentos de capital são feitos "ou porque os negócios correm mal ou porque a vontade de crescer e a ganância é tão grande que se vai buscar dinheiro aos accionistas para se poder crescer mais", afirmou Queiroz Pereira. "Também sou crítico disso, não é só o PCP", apontou.

 

Na sua intervenção, Queiroz Pereira atacou o recurso a aumentos de capital (disse até que os bancos financiavam "off-shores" para comprar as novas acções que emitem nestas operações, em que pretendem encaixar o dinheiro que arrecadam com a alienação daqueles títulos).

 

"Os aumentos de capital são sinal de má gestão. Quando uma empresa é boa e saudável, criam-se reservas, não se vai pedir dinheiro aos accionistas. Em 22 anos de Semapa, não fiz nenhum aumento de capital", atacou o empresário que através daquela "holding" controla a Portucel e a Secil. A declaração é feita pouco tempo depois de uma empresa de um histórico empresário português, Belmiro de Azevedo, ter feito uma operação deste género para conseguir refinanciar dívida a melhores condições.

 

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