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Presidente do banco mau do BES pede que não chamem banco mau

O BES mantém licença bancária para que seja possível haver transferência de activos e passivos entre Novo Banco e BES, segundo Máximo dos Santos.

Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 05 de Fevereiro de 2015 às 17:27
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Já o tinha dito em entrevista à revista Sábado e voltou a fazê-lo perante os deputados: Luís Máximo dos Santos pede para que não se diga que o Banco Espírito Santo é, neste momento, um banco "mau".

 

"A expressão banco mau não me causa nenhum engulho extraordinário, apenas por uma questão de consideração por pessoas que aceitaram trabalhar comigo nestas circunstâncias, achava que era a expressão que se poderia não fazer a tradução literal do jargão bad bank", disse o presidente do conselho de administração daquela entidade.

 

A 3 de Agosto, na sequência da retirada do estatuto de contraparte do BCE ao BES, o Banco de Portugal decidiu aplicar uma medida de resolução àquele banco privado. Essa medida ditou a divisão em banco de transição, o Novo Banco, com activos e passivos saudáveis, e BES, com activos e passivos problemáticos e tóxicos, um "bad bank", ou banco mau".

 

Contudo, Máximo dos Santos não concorda com aquele nome. Até porque a instituição "continua a ser um banco" – continua a ter uma licença bancária atribuída pelo Banco de Portugal. Apesar disso, não pode conceder créditos nem receber depósitos. A licença bancária só foi mantida e não revogada, explicou, para que o banco não entrasse em insolvência e aí impossibilitar a transferência de activos e passivos entre Novo Banco e BES. 

 

 

(Notícia corrigida às 16h30: onde se lia orgulho dever-se-á ler engulho)

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