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Presidente da Bolsa espera que medida de taxar depósitos no Chipre não se alastre

O presidente da NYSE Euronext Lisbon, Luís Laginha de Sousa, disse hoje esperar que as taxas anunciadas pelo Chipre sobre os depósitos "seja contida" e não tenha um efeito negativo que se alastre a outros mercados.

Lusa 18 de Março de 2013 às 19:13
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Laginha de Sousa falava à Lusa após a cerimónia do regresso da Novabase ao PSI20, índice principal da praça lisboeta.

 

Questionado sobre o impacto da situação no Chipre, Luís Laginha de Sousa afirmou que "estes temas têm sempre um efeito, no imediato, e os mercados reagiram de uma foram em geral, em baixa".

 

Para o presidente da bolsa lisboeta, a aplicação de uma taxa aos depósitos no Chipre "introduz um factor de preocupação, de risco", adiantando não pretender contribuir para especulações.

No entanto, reconheceu que esta medida "é um sinal que é preciso olhar com cuidado", já que "um elemento fundamental no mercado financeiro é a confiança", nomeadamente na banca.

 

"Há medidas que são potencialmente muito prejudiciais a essa confiança e quando tomadas em determinados momentos são potencialmente perigosas", considerou.

 

"Espero que esta medida seja contida no efeito que possa vir a provocar e que não tenha um efeito negativo que se alastre".

 

Os políticos cipriotas estarão ainda a negociar alterações às taxas a aplicar sobre os depósitos acordadas com o Eurogrupo e dadas a conhecer na madrugada de sábado, uma das condições para os parceiros internacionais aceitarem emprestar 10 mil milhões de euros ao país.

 

Em causa poderá estar, segundo várias notícias, uma alteração na taxa a impor sobre os depósitos até 100 mil euros que passaria a ser 3% ou 3,5% em vez dos 6,75% acordados inicialmente, enquanto a taxa para os depósitos superiores a 100 mil euros passaria de 9,9% para 12,5%. Em discussão poderá também estar uma isenção completa deste imposto para depósitos que inferiores a 20 mil ou 25 mil euros, segundo vários relatos de deputados envolvidos nas discussões, não existindo para já comentários oficiais sobre a existência destas discussões.

 

A votação desta proposta estava prevista inicialmente para domingo, mas tem sido sucessivamente adiada e está agora marcada para terça-feira. O acordo inicial prevê ainda que os depositantes fiquem com acções dos respectivos bancos em troca do corte nos seus depósitos. A taxa deve render 5,8 mil milhões de euros segundo os cálculos iniciais. Um terço dos depósitos no Chipre são de cidadãos ou entidades estrangeiras.

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