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Presidente do ISP: "Seguros têm sido afectados pela crise mas não foram os seus causadores”

À semelhança do secretário de Estado e Finanças, o presidente do ISP sublinhou a importância “crucial” dos seguros e fundos de pensões na actividade portuguesa.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 13 de Maio de 2014 às 13:50
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Apesar do bom momento do sector, “não quer dizer que a situação seja a ideal, longe disso. Este sector tem sofrido as consequências da crise em particular no ramo não vida. Ainda assim, a crise que tem afectado a nossa economia é o resultado da conjugação singular de muitos erros, bolha de crédito, especulação imobiliária são exemplos. E este sector não participou na criação desta bolha”, afirmou José Almaça na conferência “Os Seguros em Portugal”, organizada pelo Jornal de Negócios em parceria com as companhias de seguros Allianz, Generali, Liberty e Mapfre.

 

“Os seguros têm vindo a ser afectados pela crise mas não foram os seus causadores”, continuou, sublinhando que, apesar de tudo, "mantiveram-se eficientes e com capacidade de resposta. Continuam a cumprir a sua função social nesta envolvente adversa”, acrescentou o responsável.

 

“Neste momento, os seguros estão no centro do debate da fronteira entre o público e privado, quer-se goste ou não”, garantiu o presidente do ISP.

 

E alertou para a necessidade de “melhorar a cultura seguradora no nosso país, sensibilizando os consumidores que é uma responsabilidade de todos nós. As pessoas e organizações encontram-se sempre em situações de risco”.

 

“Só as seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pensões estão em condições de fornecer serviços no âmbito do estado de bem-estar”, acrescentou.

 

Além disso, referiu, a “comunidade beneficia dos seguros, já que os seguradores recebem dinheiro e investem no mercado de capitais. No limite os seguros são uma das expressões mais ponderadas da evolução macroeconómica onde o processamento dos prémios se verifica na economia”.

 

E referiu o facto de os seguros representarem 6,9% do PIB, mas para o sector continuar a ter um peso expressivo no PIB é preciso haver uma cultura seguradora. "O público tem uma imagem errada das seguradoras. As actividades financeiras necessitam da simpatia e confiança do público. Sem ela, o tomador do seguro não assinaria o contrato”.

 

E concluiu: “os seguros perante este cenário senão existissem tinham que ser inventados”.

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