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Presidente executivo da CGD espera intervenção adequada das autoridades no Banif

O presidente da Comissão Executiva da Caixa Geral de Depósitos, José de Matos, afirmou esta terça-feira, no Porto, esperar que a actual situação do Banif "se resolva com a intervenção adequada das autoridades".

Lusa 15 de Dezembro de 2015 às 13:05
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"Em relação às circunstâncias e aos problemas que temos [com o Banif], eles estão entregues às autoridades e as autoridades farão o seu trabalho", afirmou José de Matos aos jornalistas, à margem da Conferência "Portugal 2016 - O Futuro do País e das Empresas", a primeira no ciclo que marca o 15.º aniversário da SIC Notícias, a decorrer hoje na Alfândega do Porto.


José de Matos preferiu não fazer mais comentários sobre o assunto e apenas concluiu: "Espero que os assuntos se resolvam com a intervenção adequada das autoridades".


No domingo à noite, a TVI e o Público noticiaram que o Estado está a estudar a aplicação de uma medida de resolução na instituição financeira e que poderá haver uma decisão ainda esta semana.


Essas informações levaram o Ministério das Finanças a publicar uma nota, ao início da madrugada de segunda-feira, a afirmar que está a acompanhar a situação do Banif, nomeadamente a tentativa de venda do banco a um investidor estratégico e a garantir que irá proteger os depositantes.


O Banif emitiu um comunicado ao mercado, também na segunda-feira, a dizer que qualquer cenário de resolução ou imposição de uma medida administrativa não tem "sentido ou fundamento".


O presidente executivo do Banif, Jorge Tomé, sublinhou na segunda-feira à noite que o banco conta com uma posição de "liquidez confortável", garantindo que "os depositantes e contribuintes podem estar descansados".


Hoje, o Banco de Portugal disse que, em articulação com o Ministério das Finanças, "está a acompanhar a situação do Banif, garantindo, como é da sua competência, a estabilidade do sistema financeiro, bem como a segurança dos depósitos".


Em comunicado, o Banco de Portugal adianta ainda que "está a actuar dentro dos seus poderes e competências enquanto autoridade integrada no Mecanismo Único de Supervisão Europeu".

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