Banca & Finanças Problemas do GES: "A CMVM devia ter lá chegado mais cedo"

Problemas do GES: "A CMVM devia ter lá chegado mais cedo"

"A intervenção no GES devia ter sido em 2012", defendeu Ulrich no parlamento. O presidente do BPI defendeu no parlamento que "a CMVM devia lá ter chegado mais cedo", porque o fundo Espírito Santo Liquidez chegou a ter mais de 80% do património investido em dívida do GES.
Problemas do GES: "A CMVM devia ter lá chegado mais cedo"
Pedro Elias/Negócios

"A CMVM devia lá ter chegado mais cedo", defendeu o presidente do BPI referindo-se ao facto de o fundo de investimento ES Liquidez ter chegado a ter mais de 80% do seu património investido em papel comercial de empresas do grupo Espírito Santo (GES).

 

Para Fernando Ulrich, "a intervenção no GES devia ter sido em 2012" porque nessa altura, o ES Liquidez, que foi criado em 2011, já mostrava grande exposição ao GES. "Quando a CMVM obrigou a reduzir a exposição do ES Liquidez ao GES, e bem, foram colocar [o papel comercial do GES] nos clientes. A intervenção no GES devia ter sido em 2012. Não venham resolver isso com leis", pediu o banqueiro.

 

As críticas de Fernando Ulrich surgiram em resposta às questões sobre se o parlamento deveria seguir as sugestões do presidente da CMVM, Carlos Tavares, que sugeriu que para evitar novos casos como o do BES se deveriam proibir os bancos de colocar produtos próprios ("selfplacement"), de financiar a compra de acções próprias e de financiar accionistas.

 

"Já existem regras e recomendações mais do que suficientes para que isto funcione bem. Já existem tantas regras. O produto mais sensível que o banco coloca são depósitos, se não puder colocar depósitos, vou colocá-los onde?", questionou.

 

"Porque é que eu posso captar depósitos e não posso colocar fundos de investimento geridos pela sociedade gestora do banco? Isso não tem sentido. Ou porque é que não posso vender seguros de capitalização da seguradora do banco? Não concordo de maneira nenhuma com isso", defendeu.




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