Banca & Finanças Processos da ex-dona do Banif contra Estado e TVI são matéria "em aberto"

Processos da ex-dona do Banif contra Estado e TVI são matéria "em aberto"

Sem imagens, Fernando Inverno assegurou que a recapitalização, de 2013, e a resolução, de 2015, foram os factores que mais pesaram na queda da Rentipar, actualmente em processo de insolvência.
Processos da ex-dona do Banif contra Estado e TVI são matéria "em aberto"
Miguel Baltazar
Lusa 25 de maio de 2016 às 20:42

Um antigo administrador da Rentipar, accionista histórica do Banif, disse esta quarta-feira, 25 de Maio, no Parlamento que a instauração de eventuais processos da 'holding' contra o Estado e a TVI é uma situação "em aberto", que não está nem excluída nem assegurada.

 

"É um caso que está em aberto. Não tenho informação de que tenha sido excluída essa hipótese nem tenho informação que vá acontecer", realçou Fernando Inverno. Teresa Roque (na foto), filha de Horácio Roque, é a presidente desta "holding". 

 

O responsável, que foi administrador da Rentipar até 2013, foi ouvido na comissão de inquérito ao Banif, e antes de abordar a matéria judicial - após pergunta da deputada do PSD Emília Cerqueira - havia já reconhecido que a recapitalização pública do Banif, em 2013, e a resolução da entidade, em 2015, foram os "momentos mais difíceis" para a 'holding'.

 

"A Rentipar é de facto uma lesada" com a resolução definida no final do ano passado, sustentou, dizendo que poderiam ter sido aprofundadas eventuais "alternativas" a esse processo, nomeadamente a implementação de um banco de transição.

 

Contudo, frisou, a Rentipar - actualmente em processo de insolvência - não tem "dados concretos" que levem Fernando Inverno a concluir que alguma matéria na resolução fosse feita em "incumprimento".  "A Rentipar conheceu o momento mais difícil da sua história quando o banco teve de ser recapitalizado com apoio público [no começo de 2013]. Foi aí que incidiu o maior problema e o maior impacto na Rentipar", vincou o responsável. 
 

A diminuição da participação da Rentipar no Banif "gerou prejuízo logo naquele momento", mas depois houve a "esperança" de que o banco pudesse melhorar, nomeadamente com o evoluir das suas acções em bolsa e também do contexto económico e financeiro internacional.

 

"O segundo momento [mais difícil] terá acontecido na resolução do banco", diria posteriormente Fernando Inverno aos deputados da comissão parlamentar de inquérito.

 

A audição de Fernando Inverno decorre sem recolha de imagens e vídeos, tendo o antigo responsável da Rentipar pedido a reserva de imagem para que não houvesse fotografias e transmissão em vídeo da sua presença na comissão de inquérito.

 

Em 2003, a Rentipar - à época detida maioritariamente por Horácio Roque - passou a deter o controlo directo do capital do Banif, na sequência da oferta pública de aquisição.

 

Após a injeção de 1,1 mil milhões de euros do Estado no banco, a posição da 'holding' mudou: o Estado ficou então dono de 99,2% das ações do Banif e de 98,7% dos direitos de voto.

 

Os outros principais acionistas eram a Rentipar Financeira ('holding' detida nessa altura pelas filhas do fundador do banco, Horácio Roque) e o grupo Auto-Industrial.

 

Em 20 de Dezembro de 2015, o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo 'tóxicos' - para a nova sociedade veículo.

"A Rentipar conheceu o momento mais difícil da sua história quando o banco teve de ser recapitalizado com apoio público [no começo de 2013]. Foi aí que incidiu o maior problema e o maior impacto na Rentipar", vincou o responsável.

 

A diminuição da participação da Rentipar no Banif "gerou prejuízo logo naquele momento", mas depois houve a "esperança" de que o banco pudesse melhorar, nomeadamente com o evoluir das suas ações em bolsa e também do contexto económico e financeiro internacional.

 

"O segundo momento [mais difícil] terá acontecido na resolução do banco", diria posteriormente Fernando Inverno aos deputados da comissão parlamentar de inquérito.

 




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