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Procuradoria do Luxemburgo abre inquérito a três empresas do Grupo Espírito Santo

A Procuradoria do Luxemburgo abriu esta segunda-feira, 2 de Junho, um inquérito a três empresas do Grupo Espírito Santo. Na mira das autoridades estão as "irregularidades materialmente relevantes" detectadas na Espírito Santo International, que não contabilizou 1.200 milhões de euros de dívida.

Negócios negocios@negocios.pt 02 de Junho de 2014 às 19:15
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A Procuradoria do Luxemburgo abriu esta segunda-feira, 2 de Junho, um inquérito a três empresas do Grupo Espírito Santo, na sequência das irregularidades detectadas na "holding" Espírito Santo International S.A., sediada no Grão-Ducado, disse à Lusa fonte da instituição.

 

Na mira das autoridades luxemburguesas estão a Espírito Santo Control S.A., a Espírito Santo International S.A. e o Espírito Santo Finantial Group S.A., todas sediadas no Luxemburgo, disse à Lusa o porta-voz da Procuradoria, Henri Eippers.

 

A investigação, que as autoridades luxemburguesas iniciaram ao abrigo "do princípio da oportunidade", está a ser conduzida em colaboração com o Comité de Surveillance du Secteur Financier, o regulador luxemburguês do sector, explicou o porta-voz.

 

Em causa poderão estar "infracções à lei de 10 de Agosto de 1915 sobre as sociedades comerciais", o código comercial do Luxemburgo, disse a mesma fonte.

 

Questionado sobre se a Procuradoria do Luxemburgo vai pedir a colaboração das autoridades portuguesas, o porta-voz disse apenas: "Não excluímos essa hipótese".

 

Segundo o prospecto do aumento de capital do BES, que arrancou a 27 de Maio, o Banco de Portugal pediu uma auditoria às contas da Espírito Santo Internacional (ESI), a 'holding' de topo do grupo, tendo sido detectadas "irregularidades nas suas contas e concluiu que a sociedade apresenta uma situação financeira grave", irregularidades confirmadas também por uma auditoria interna.

 

De acordo com o Expresso, que teve acesso ao relatório da auditoria interna, a ESI não registou 1,2 mil milhões de euros de dívidas nas contas de 2012. Além disso, tem agora capitais próprios negativos de 2,5 mil milhões de euros.

 

Sediada no Luxemburgo, a Espírito Santo Internacional (ESI) é a 'holding' de topo do grupo Espírito Santo. É esta 'holding' que controla a Espírito Santo Financial Group (ESFG), que por sua vez controla a área financeira, em que se inclui o banco BES e a seguradora Tranquilidade.

 

Em entrevista ao Jornal de Negócios sobre os problemas detectados na ESI, o presidente do Banco Espírito Santo, Ricardo Salgado, disse que o responsável pela contabilidade da empresa (que designou como "comissaire aux comptes") assumiu os erros cometidos, depois de ter perdido "o pé no meio desta crise", e que pediu a demissão. 

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