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Provisão de 700 milhões impõe reforço de capitais no ESFG

A provisão de 700 milhões, que o Espírito Santo Financial Group (ESFG) vai fazer devido a riscos da área não financeira do Grupo Espírito Santo, ditará a necessidade de um reforço de capitais na “holding”. A operação tem de estar concluída a tempo dos testes de stress do BCE.

Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 25 de Março de 2014 às 07:58
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A necessidade de o ESFG registar uma provisão “especial” de 700 milhões, destinada a fazer face à exposição, directa e indirecta, à área não financeira do Grupo Espírito Santo (GES) vai obrigar a um reforço de capitais da “holding” que é a estrutura de topo do braço financeiro, do ponto de vista do supervisor. É que esta almofada, destinada a garantir o reembolso da totalidade do valor investido por clientes do BES em papel comercial de empresas do GES, vai agravar os prejuízos do ESFG relativos a 2013 e deteriorar os rácios de solidez da “holding”.

 

O valor do provável aumento de capital do ESFG ainda não está definido, uma vez que a “holding” está neste momento a aguardar a aprovação de contas do BES para apurar os resultados finais de 31 de Dezembro do ano passado e o valor dos rácios de solidez. Logo que este processo fique concluído, a estrutura de topo do braço financeiro do grupo terá de avançar com uma ou mais operações de reforço dos fundos próprios que permita ao ESFG cumprir as exigências do Banco de Portugal e, sobretudo, passar nos testes de stress com que o Banco Central Europeu (BCE) vai concluir a avaliação aos activos dos maiores bancos europeus.

 

O reforço de capitais do ESFG deverá ocorrer na sequência da aprovação de contas, que no limite tem de ficar feita até ao final de Maio. Ainda assim, segundo sabe o Negócios, a expectativa dos responsáveis da “holding” é que as contas fiquem fechadas em Abril.

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