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PS quer saber se solução para emigrantes do Novo Banco pode ficar pelo caminho

Há, em cima da mesa, uma solução para os emigrantes que investiram em produtos do BES ou suas subsidiárias. Mas as manifestações continuam, já que muitos recusam a proposta. O PS pretende conhecer os pormenores.

Pedro Nuno Santos. Pasta provável: Sem sector atribuído
Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 13 de Agosto de 2015 às 18:41
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"O Banco de Portugal considera ou não que a resolução deste problema é essencial para o restabelecimento da confiança dos emigrantes no sistema financeiro português?" Esta é uma das sete perguntas que o Partido Socialista coloca à ministra das Finanças, para que esta dirija a Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, no âmbito dos investidores emigrantes que compraram produtos em sucursais do Banco Espírito Santo e cuja solução está actualmente a ser proposta.

 

Há já uma solução apresentada pelo Novo Banco a estes investidores mas nem todos os emigrantes pretendem aderir à mesma, já que não garante uma devolução de todo o capital investido no imediato. Daí que os investidores emigrantes se tenham vindo a manifestar nas últimas semanas. O PS quer conhecer os pormenores da oferta e quer saber se, sendo rejeitada, os emigrantes podem ficar sem nada.

 

"O Banco de Portugal admite, em alguma situação, que os emigrantes (…) possam não vir a receber as suas propostas?", perguntam os deputados socialistas Paulo Pisco e Pedro Nuno Santos, questionando ainda qual é a oferta e qual o grau de aceitação necessário para que esta avance.

 

Em Julho, foi apresentada a solução para os emigrantes que têm 720 milhões de euros aplicados em três veículos: Poupança Plus, Top Renda e Euro Aforro. O seu pagamento foi possibilitado porque o Credit Suisse, que os havia construído, assumiu o mandato necessário para os desconstruir e permitir calcular o valor a que cada investidor tinha direito. O veículo EG Premium, sobre o qual o banco suíço não assume qualquer responsabilidade, não tem nenhuma proposta de solução associada.

 

Inicialmente, a ideia era a de que, para a proposta ser concretizada, seria exigida a aprovação dos mais de 7.000 clientes, não residentes em Portugal. A 1 de Agosto, a Lusa avançou que um terço dos clientes tinha dado o seu aval.

 

Segundo o que está definido, a solução passa pelo reembolso total do investimento ao fim de seis anos. No curto prazo, apenas será disponibilizado 60% do capital. Para que os investidores tenham acesso a todo o dinheiro no imediato, têm de assumir perdas que podem ir até 40%.

 

O novo passo no reembolso das poupanças dos emigrantes ocorre depois de, ainda em 2014, o Novo Banco ter já criado soluções para as aplicações em dívida do BES feitas através das chamadas séries comerciais e da gestão discricionária de carteiras. Em falta continuam os investimentos em papel comercial de sociedades do Grupo Espírito Santo feitos aos balcões do BES. 

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