Banca & Finanças PSD "apoia e é favorável" a comissão de inquérito ao Banif

PSD "apoia e é favorável" a comissão de inquérito ao Banif

O PSD não quer estender-se sobre a operação de resolução aplicada ao Banif, dizendo apenas que o anterior Executivo tentou vender o banco ao longo do tempo. Mas vai dizendo que a factura para os contribuintes é “muito elevada”.
PSD "apoia e é favorável" a comissão de inquérito ao Banif
Bruno Simão/Negócios
Diogo Cavaleiro 21 de dezembro de 2015 às 11:12
"O Partido Social Democrata apoia e é favorável a um inquérito parlamentar" ao Banif, anunciou o deputado António Leitão Amaro, na primeira declaração do maior partido do anterior Governo à medida de resolução aplicada ao banco sediado no Funchal. 

Segundo o deputado social-democrata, o partido quer um "inquérito parlamentar que permita averiguar" o caso, "desde as razões que justificaram a capitalização do Banif, no final de 2012, até à decisão ontem conhecida, as alternativas existentes, bem como a sua implementação".

"O PSD defende a transparência e está totalmente interessado e disponível para que haja um esclarecimento completo de todo o processo do Banif, para que os portugueses saibam e conheçam todos os contornos do processo", justificou António Leitão Amaro, no Parlamento, em declarações transmitidas pelos canais de televisão.

 

O deputado do PSD, anterior secretário de Estado, comentou apenas que estas matérias financeiras "não devem ser utilizadas como armas de arremesso político".

 

Mariana Mortágua já anunciou que o Bloco vai propor esta iniciativa parlamentar, sendo que o presidente do Partido Socialista, Carlos César, também já mostrou essa intenção.

 

O inquérito parlamentar é proposto depois de, este domingo, 20 de Dezembro, ter sido aprovada uma medida de resolução ao Banif, com a venda da actividade e dos activos e passivos saudáveis ao Santander, numa operação que envolve 2,25 mil milhões de euros de dinheiro dos contribuintes.

 

Contribuintes têm factura "muito elevada"

 

Leitão Amaro recusou-se a fazer grandes declarações sobre o tema, dizendo que ainda não há a informação suficiente para uma tomada de decisão. "Para fazer apreciação, precisamos de mais informações", disse aos jornalistas o deputado do PSD.

 

Comparando com a resolução aplicada ao BES, sob a responsabilidade do anterior Executivo, Leitão Amaro disse que, desta vez, "Governo e Banco de Portugal optaram por chamar uma participação directa e muito elevada dos contribuintes".

 

Segundo o comunicado do regulador do sector financeiro, há 2.255 milhões de euros de apoio público, "dos quais 489 milhões pelo Fundo de Resolução e 1.766 milhões directamente pelo Estado". Na medida de resolução aplicada ao BES, houve uma injecção de 4.900 milhões de euros, injectados através do Fundo de Resolução que precisou de pedir emprestados ao Tesouro português 3.900 milhões de euros".

 

Sobre a operação, que deu a entender que tinha aspectos positivos e negativos, o PSD comenta que "é importante preservar, e bem preservar, a estabilidade do sistema financeiro". Em defesa do anterior Executivo, Leitão Amaro disse que, "durante muito tempo, o Estado e o próprio banco procuraram concretizar a venda do Banif, evitando com isso a resolução com perdas para os contribuintes". Não foi possível a venda, justificou o actual Governo e, mesmo depois de seis propostas de compra pela posição estatal na sexta-feira, avançou-se para a resolução do banco, porque todas elas implicavam ajuda pública.

 

 

 

(Notícia actualizada com mais informações pelas 11h23)





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