Banca & Finanças PSD: Solução para o Novo Banco "contrasta bem" com a resolução do Banif

PSD: Solução para o Novo Banco "contrasta bem" com a resolução do Banif

Leitão Amaro, deputado do PSD, destaca a diferença entre as medidas anunciadas para a capitalização do Novo Banco e a resolução do Banif. Na primeira, o esforço foi pedido aos accionistas e ao sistema financeiro e, na segunda, aos contribuintes, sublinha.
PSD: Solução para o Novo Banco "contrasta bem" com a resolução do Banif
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 30 de dezembro de 2015 às 11:07

O deputado do PSD, Leitão Amaro, defendeu esta quarta-feira, 30 de Dezembro, que a solução encontrada pelo Banco de Portugal para a capitalização do Novo Banco "contrasta bem" com as decisões tomadas pelo Executivo socialista no caso Banif.

"Esta opção [para o Novo Banco] contrasta bem com uma decisão tomada recentemente pelo actual Governo. São duas formas bem contrastantes de resolver", frisou Leitão Amaro.

Foi desta forma que o PSD reagiu às medidas anunciadas esta terça-feira pelo Banco de Portugal para capitalizar o Novo Banco, que implicam a transferência de 1.985 milhões de euros em obrigações seniores do banco liderado por Stock da Cunha para o BES.

Aquando da constituição do Novo Banco, em Agosto de 2014, o Banco de Portugal determinou a injecção de 4.900 milhões de euros na instituição, considerados agora insuficientes para cumprir as exigências do Banco Central Europeu (BCE).  

"No final de 2014, o BCE fez um primeiro teste ao Novo Banco, e nessa altura não foram identificadas estas necessidades. A definição de activos que vão para um lado ou para o outro não ficou fechada", explicou Leitão Amaro. "O Banco de Portugal completou a decisão de Agosto de 2014".

Questionado sobre se a solução agora anunciada acautela, definitivamente, o dinheiro dos contribuintes, o deputado do PSD não foi claro. "Temos de falar com base naquilo que consta do comunicado do Banco de Portugal. Sabemos que [as medidas anunciadas] fazem uma escolha, a de proteger os contribuintes e pedir o esforço aos credores, aos accionistas e ao sistema financeiro", acrescentou, sublinhando novamente o contraste com as medidas aplicadas no caso Banif, em que o esforço "é pedido aos contribuintes". 




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