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PT teve cartas de conforto de aplicações no universo Espírito Santo

Zeinal Bava, ex-presidente da PT, admitiu esta quinta-feira, 26 de Fevereiro, que a PT tinha cartas de conforto em relação às aplicações do BES. O ex-presidente da PT assumiu que a PT sempre considerou que o garante das aplicações em empresas do Grupo Espírito Santo - nomeadamente ESI - seria o banco.

Miguel Baltazar
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"Lembro-me de haver algumas cartas de conforto há muitos anos houve essa preocupação", declarou Zeinal Bava. É a primeira vez que se falam dessas cartas de conforto.

 

"A PT tinha conforto que o garante da exposição era o banco. Não tenho memória disso, tivemos cartas de conforto em relação a essa exposição, não era recorrente. Nunca nos levantou qualquer duvida que estávamos perante entidade que no limite o garante era banco". 

 

Zeinal Bava assumiu que a parceria estratégica e o relacionamento histórico dava conforto nessas aplicações que, acrescentou, "foram sempre pagas, sempre que precisou reduzir conseguiu fazê-lo recebeu capital e juros".

 

Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, acabou por perguntar directamente: havia garantia de que o pagamento seria pago pelo BES nas aplicações da ESI? "Termo garantia é exagerado, porque tem conotação legal".

 

A PwC concluiu que a PT aplicava dinheiro sem os relatórios financeiros actualizados. A PT investia sem suporte documental? "Acho que não". Mas acabou por assumir que possam acontecer envios a posteriori de documentos por causa desse relacionamento histórico. Zeinal Bava acabou por admitir não ter provas de que não havia provas de não haver risco nessas aplicações.

 

"A parceria estratégica dava conforto necessário".

 

Zeinal Bava assumiu, ainda, que não conhece o relatório da Price. 

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