Banca & Finanças Público fala em denúncia sobre Montepio, PGR não recebeu nada, banco desconhece

Público fala em denúncia sobre Montepio, PGR não recebeu nada, banco desconhece

O Banco de Portugal não faz comentários sobre a notícia que dá conta de uma participação sobre falhas no controlo de branqueamento de capitais no grupo Montepio. A caixa económica promete actuar contra o jornal.
Público fala em denúncia sobre Montepio, PGR não recebeu nada, banco desconhece
Diogo Cavaleiro 24 de julho de 2015 às 17:20

A Caixa Económica Montepio Geral "desconhece a existência de qualquer denúncia crime sobre a indicada matéria ou outra". O assunto é uma notícia do jornal Público que diz que o Banco de Portugal denunciou à Procuradoria-Geral da República e à Polícia Judiciária falhas nos mecanismos de controlo de operações financeiras que possam indiciar branqueamento de capitais.

 

Em comunicado, a caixa económica, sob o comando de António Tomás Correia, defende que tem "políticas rigorosas em vigor, definidas de acordo com a lei, destinadas a detectar eventuais actuações de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, e exerce uma cuidada vigilância sobre estas matérias". Nesse sentido, informa o comunicado da instituição financeira, foram já feitas comunicações de 80 operações à Procuradoria-Geral da República nos últimos 12 meses.

 

É nesse sentido que, considerando que a "notícia divulgada carece de fundamento", o Montepio informa que "reagirá pelos meios julgados convenientes para defender o seu bom nome e credibilidade". Em causa está uma possível queixa-crime. 

 

Na edição em papel desta sexta-feira, 24 de Julho, o Público escreve que houve uma comunicação à PGR e à PJ em Abril, carimbada pelo Departamento de Averiguação e Acção Sancionatória do Banco de Portugal. Antes da publicação do artigo, nem PGR nem Caixa Económica nem o regulador presidido por Carlos Costa fizeram comentários oficiais ao banco. Entretanto, durante o dia de hoje, o jornal já escreveu, durante esta sexta-feira, um novo artigo em que garante que o regulador do sector financeiro confirma a denúncia. 

 

Ao Negócios, o Banco de Portugal respondeu que não faz comentários a este caso. A PJ também não respondeu aos dois contactos realizados. 

Depois da publicação da notícia, e contactada pelo Negócios, a PGR respondeu que, "até ao momento, não deu entrada na Procuradoria-Geral da República qualquer expediente com o teor referido". Questionado novamente se essa indicação era um desmentido à notícia do Público, o gabinete de imprensa do organismo tutelado por Joana Marques Vidal não respondeu.




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