Banca & Finanças Público: Governo de Passos recusou oferta de 700 milhões para o Banif

Público: Governo de Passos recusou oferta de 700 milhões para o Banif

Em Maio de 2015, o anterior Executivo não deu sequência a uma oferta da Ample Harvest Investment Capital, que queria comprar o banco, segundo o Público desta quarta-feira, 13 de Abril.
Público: Governo de Passos recusou oferta de 700 milhões para o Banif
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 13 de abril de 2016 às 08:40

O fundo de Hong Kong, Ample Harvest Investment Capital, apresentou ao Governo de Passos Coelho, em Maio de 2015, uma oferta de 700 milhões de euros pelo Banif, que não teve sequência.


Segundo o Público, a proposta era uma "mera manifestação de interesse" e estava sujeita a "due diligence", mas já chegou acompanhada de uma estrutura da operação, com valor de compra dos 61% do capital nas mãos do Estado (os 700 milhões) e contemplava todo o perímetro da instituição: a compra de todo a rede de balcões e a manutenção dos postos de trabalho tanto do banco como da seguradora Açoreana.


No entanto, diz o jornal, o anterior Governo não abriu concurso e deixou cair a oferta, que nunca foi mencionada nas comissões de inquérito ao banco que estão a ter lugar na Assembleia da República.


O Executivo PSD não deu seguimento à proposta por considerar que não era oportuna e implicava uma perda de 15% para o Tesouro.

Em Maio, recorda o Público, o dinheiro dos contribuintes em risco no Banif era de 825 milhões de euros, visto que dos 1100 milhões de euros que o Estado injectou, o banco tinha devolvido 275 milhões. Sete meses depois, a instituição foi alvo de uma medida de resolução que pode gerar 3000 milhões de euros em prejuízos para os cofres públicos.


Foram os representantes do Estado, diz o Público, que levantaram obstáculos à proposta, o que foi aceite pela gestão do banco na altura.

O objectivo do Governo era dividir o banco em "bom" e "mau", na expectativa, apoiada pelo Banco de Portugal, de que se valorizasse. Mas isso não aconteceu. Na mesma altura a privatização do Novo Banco mobilizava a atenções dos governantes. 




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