Banca & Finanças Público: Novo Banco transferiu milhares de euros por engano para ex-clientes

Público: Novo Banco transferiu milhares de euros por engano para ex-clientes

A recuperação do dinheiro transferido por engano pelo Novo Banco para ex-clientes não é automática. Os beneficiários têm de autorizar a anulação da transferência, caso contrário só os tribunais podem obrigar à devolução do dinheiro.
Público: Novo Banco transferiu milhares de euros por engano para ex-clientes
Bloomberg
Negócios 11 de abril de 2016 às 20:28

O Novo Banco transferiu, por alegado erro informático, milhares de euros para contas de ex-clientes, abertas em vários bancos, e o processo de recuperação desses valores não é automático, podendo obrigar a instituição liderada por Stock da Cunha a recorrer aos tribunais, avança o jornal O Público.

 

"Em causa estão ex-clientes do Novo Banco que encerraram as suas contas após a medida de resolução do BES, transferindo os respectivos saldos para contas abertas noutras instituições. Aparentemente, tratou-se de uma repetição de transferências realizadas em 2014", refere a mesma publicação.

 

O Público "confirmou a existência de transferências para clientes da CGD e apurou ainda que há pelo menos mais duas grandes instituições financeiras nacionais com o mesmo tipo de situações. Um desses bancos pediu para não ser identificado e em relação ao outro não foi possível obter , em tempo útil, uma confirmação oficial. As transferências poderão, no entanto, verificar-se num universo mais alargado de entidades financeiras".

 

Contactado pelo jornal, o Novo Banco não quis prestar qualquer esclarecimento sobre o erro informático ou sobre o montante envolvido nessas transferências, que terão sido "descarregadas" na madrugada de 23 de Março.

 

Contudo, a dimensão deverá ser considerável, já que só numa agência da CGD, de Santa Maria da Feira, se registaram nove transferências em montantes que vão de dois mil a 20 mil euros, sublinha a mesma fonte.

 

A comunicação do Novo Banco de que se tratava de um erro terá sido a 1 de Abril (sexta-feira) e os primeiros contactos da CGD junto dos clientes visados foi feito a 4 de Abril (segunda-feira). Nesses contactos, a CGD comunicou a existência do erro e pediu ao clientes para se dirigirem às agências para, formalmente, autorizarem a devolução dos montantes ao Novo Banco. O mesmo procedimento está a ser feito pelo menos por mais duas instituições, acrescenta o jornal, salientando que os clientes que não autorizarem a devolução do dinheiro terão de, por escrito, justificar a origem dos montantes recebidos. "Esta declaração poderá ser útil ao Novo Banco no único recurso que tem para recuperar os valores erradamente transferidos, os tribunais".




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