Banca & Finanças "Quando cessei funções, nada faria prever desfecho" do Banif "com este custo"

"Quando cessei funções, nada faria prever desfecho" do Banif "com este custo"

Maria Luís Albuquerque defende que o Banif estava numa "situação incomparavelmente melhor em Novembro de 2015 do que no início de 2013". 
"Quando cessei funções, nada faria prever desfecho" do Banif "com este custo"
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 06 de abril de 2016 às 20:34

"Quando cessei funções a 26 de Novembro, nada me faria prever um desfecho com este custo para os contribuintes, nestes termos". A posição de Maria Luís Albuquerque foi deixada aos deputados da comissão de inquérito esta quarta-feira, 5 de Abril.

 

Na audição, e em resposta ao deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, Maria Luís Albuquerque diz que sempre defendeu a separação entre o banco "bom" e o banco "mau", que ficasse com o crédito malparado e os activos imobiliários e que só a 17 de Novembro do ano passado é que o Banco de Portugal colocou fim a essa possibilidade.

 

A antiga ministra com a tutela das Finanças, entre 2013 e 2015, não quis fazer comentários sobre o processo de resolução do Banif a 20 de Dezembro de 2015, já com Mário Centeno como ministro das Finanças. "Não tenho informação sobre o processo".

 

Na opinião da ex-governante, o Banif estava "numa situação incomparavelmente melhor em Novembro de 2015 do que no início de 2013, quando teve lugar a recapitalização pública".

 

Neste ponto, Maria Luís Albuquerque elogiou Jorge Tomé e disse que era um banqueiro experiente que tinha conseguido racionalizar o banco fundado por Horácio Roque.




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