Banca & Finanças Quatro ramos da família Espírito Santo aprovam Morais Pires para CEO do BES (act)

Quatro ramos da família Espírito Santo aprovam Morais Pires para CEO do BES (act)

A reunião do Conselho Superior da família Espírito Santo aprovou o nome de Amílcar Morais Pires para substituir Ricardo Salgado como CEO do Banco Espírito Santo. O ramo ligado a José Maria Ricciardi indicou o actual presidente do BESI. Está nesta altura a decorrer a reunião do Conselho de Administração do Espírito Santo Financial Group, de onde sairá a lista liderada por Morais Pires para levar à assembleia geral do BES.
Quatro ramos da família Espírito Santo aprovam Morais Pires para CEO do BES (act)
Pedro Elias/Negócios
Nuno Carregueiro 20 de junho de 2014 às 10:05

Dos cinco ramos da família Espírito Santo, quatro votaram favoravelmente à proposta de Amílcar Morais Pires, actual administrador financeiro, para ser o próximo presidente executivo do Banco Espírito Santo. Esta votação foi o resultado da reunião de ontem à noite do Conselho Superior da família Espírito Santo, apurou o Negócios.

 

A outra lista colocada em cima da mesa era liderada por Ricciardi e teve o voto favorável apenas do ramo da família ligado ao actual presidente do BESI.

 

Fazem parte do conselho superior em representação dos cinco ramos da família, Ricardo Salgado; José Manuel Espírito Santo e Ricardo Abecassis; Fernando Manuel Espírito Santo e Manuel Fernando Espírito Santo; Comandante António Ricciardi e José Mário Ricciardi; e Pedro Mosqueira do Amaral.

 

O resultado desta votação do Conselho Superior da família Espírito Santo será debatido na reunião do Conselho de Administração Espírito Santo Financial Group, que decorre nesta altura. Desta reunião sairá a convocatória da assembleia geral do BES, para meados de Julho, onde constará a lista liderada por Morais Pires e que foi aprovada sem unanimidade no Conselho Superior da família. Uma AG que colocará fim à gestão de 22 anos de Ricardo Salgado à frente daquele que é actualmente o maior banco português.  

 

A lista a propor pelo ESFG à AG do BES terá que ser aprovada pelos accionistas do banco para que Morais Pires seja o próximo presidente do banco. E não invalida que surjam outras listas rivais, propostas por outros accionistas do BES. O ESFG é o maior accionista do BES, com 25% do capital. 

 

Só depois desta reunião do Conselho de Administração do ESFG é que será emitido um comunicado ao mercado, permitindo que as acções do banco, que estão actualmente suspensas por determinação da CMVM, possam voltar a ser negociadas em bolsa.

 

Banco de Portugal forçou gestor independente no BES

 

O Negócios noticia esta sexta-feira que a renúncia à presidência do BES por parte de Ricardo Salgado vai levar à saída de quase todos os membros da família Espírito Santo do conselho da instituição, sendo este o culminar de um processo que resulta da intervenção desencadeada há vários meses pelo Banco de Portugal (BdP).

 

A cúpula dos Espírito Santo esteve ontem reunida com o governador do BdP, na sede do supervisor, na Rua do Comércio, na baixa de Lisboa. Carlos Costa terá insistido na necessidade de os Espírito Santo encontrarem um gestor independente para liderar o banco, afastando assim a quase totalidade dos membros do clã que têm assento na administração.

 

Ricciardi, que levou à reunião do Conselho Superior uma lista liderada por si para substituir a actual administração do BES, recusava sair da administração do banco, por negar responsabilidades nas irregularidades cometidas na ES International.

 

O actual presidente do BESI viu contudo as suas pretensões inviabilizadas, já que os restantes quatro ramos da família votaram ao lado de Ricardo Salgado, que sempre defendeu Morais Pires como uma das soluções para seu substituto à frente do BES.

 

Nas últimas semanas, o braço-de-ferro na cúpula familiar intensificou-se depois de Ricardo Salgado ter responsabilizado todos os ramos familiares pelas infracções na "holding" de topo do grupo, em entrevista ao Negócios. E a sucessão de notícias sobre os problemas do grupo foram a confirmação pública da guerra que se fazia nos bastidores

 

(Notícia actualizada às 10h28 com mais informação) 




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