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"Dever de moral e de ética" dos bancos leva Europa a pedir moderação nos bónus

Comissário europeu garantiu que irá olhar atentamente para a atribuição de bónus.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Janeiro de 2011 às 14:11
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O comissário europeu para os serviços financeiros, Michel Barnier, pediu moderação ao sector financeiro, referindo-se aos bónus dirigidos aos gestores bancários, diz a AFP. "Os bancos têm um dever de responsabilidade, de moral e de ética", acrescentou Barnier, referindo-se ao cuidado que a banca deve ter na atribuição de prémios tão elevados, tendo em conta a situação actual e os sacrifícios pedidos aos contribuintes, devido às medidas de austeridade sentidas em alguns países europeus.

"Os banqueiros devem agir de maneira responsável e moderada", indicou aos jornalistas após a reunião que juntou os ministros das finanças na Europa.
O comissário garantiu que iria olhar de "maneira extremamente rigorosa para a boa aplicação das regras" em vigor no "velho continente", já que a prioridade dos bancos é "reforçar-se e reforçar a sua solidez".

Ontem, o primeiro-ministro britânico David Cameron referiu que queria cortes nos bónus nos bancos, já que se noticiava que o CEO do Royal Bank of Scotland, Stephen Hester, iria receber um pagamento de 2,5 milhões de libras (aproximadamente 3 milhões de euros). Já hoje, foi notícia o facto do Lloyds Banking Group ter acordado pagar uma remuneração de 8,3 milhões de libras (9,9 milhões de euros) a António Horta Osório, além de pagamentos através de acções e pensões.
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