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"Foi injusto que tivessem utilizado o nome do meu filho para acelerar a minha descredibilização"

O ex-presidente do BCP considera que o filho foi usado para acelerar a sua descredibilização. E crítica a postura do Governo, de Vítor Constâncio e de Carlos Tavares no processo do BCP.

Negócios negocios@negocios.pt 25 de Junho de 2011 às 12:11
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Teixeira dos Santos, enquanto ministro das Finanças, Vítor Constâncio (governador do Banco de Portugal) e Carlos Tavares (presidente da CMVM) “foram pessoas que antes de qualquer conclusão e de qualquer acusação fizeram uma acusação pública como não fizeram de mais nenhuma instituição nem de nenhuma outra empresa cotada”, acusa Jardim Goonçalves numa entrevista ao Correio da Manhã.

“Só em relação ao BCP, onde nunca houve problemas de solvabilidade, onde nunca houve problemas de segurança em relação aos depósitos, aos clientes e aos seus accionistas, é que houve acusações públicas dificilmente reparáveis. Pode ser reparável a fama, pode ser reparável o património, mas não é reparável o tempo... Não falo tanto de mim, mas de muitos outros que eram administradores do banco que estão inibidos de exercer funções.”



Quanto aos incidentes com o seu filho e os empréstimos que este tinha junto do BCP, Jardim Gonçalves considera que “foi totalmente injusto que tivessem utilizado o nome do filho para acelerar a descredibilização” do ex-presidente do banco.



“Foi o início do processo do meu afastamento. O meu filho, que aparece nos jornais em Outubro, não tinha créditos pessoais. Eram créditos a empresas em que havia muitos outros accionistas muito mais relevantes em termos patrimoniais que não apareceram. O meu filho não tinha nenhuma obrigação de pagar o que quer que fosse porque resolveu tudo dentro das regras do próprio banco. E eu, menos ainda. Então, eu e a minha mulher resolvemos: ‘Não queremos que alguém do banco tenha pensado que deveria fazer isto porque nos agradava ou porque dentro do conjunto dos accionistas das empresas estava um filho nosso, e vamos portanto proceder à liquidação'. O banco não perdeu absolutamente nada com isso”, sublinhou.



No que respeita ao banco, Jardim Gonçalves diz ter “pena de que o banco não tenha o valor que tinha e tenha perdido posições no exterior” e ainda que ninguém possa “dizer qual é o valor justo, o banco não vale só os dois mil milhões e tal de euros.”



“A minha reforma custa zero ao banco”, salienta ainda o ex-presidente do BCP.

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