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Reguladores aligeiram regras sobre requisitos de capital dos bancos

Interesses minoritários noutras companhias financeiras deverão continuar a contar para efeitos de capital, de acordo com as propostas para o novo quadro de regulação do sector bancário, conhecido por Basileia III.

Negócios negocios@negocios.pt 27 de Julho de 2010 às 11:09
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O Comité de Basileia, que integra os principais reguladores mundiais, chegou ontem a acordo sobre um novo quadro de regulação do sector bancário, com o objectivo de aumentarem a sua resistência a crises.

De acordo com a Bloomberg, os reguladores acordaram que certos activos, como interesses minoritários em companhias financeiras, sejam aceites para determinar o capital dos bancos.

Esta era uma das questões que estava a gerar maior confronto entre os reguladores, sendo que os franceses e alemães estavam a pressionar para tornar esta regra menos rígida (permitindo mais activos para efeitos de capital), contra a oposição dos Estados Unidos e Reino Unido.

Os países europeus defendem que tornar muito apertadas as regras de capital pode dificultar a recuperação da economia, já que levará os bancos a concederem menos crédito.

Ficou também ontem acordado que será fixado um rácio mínimo de endividamento dos bancos face ao capital, que terá que ser cumprido a nível global. Esta regra só deverá ser implementada em 2018.

O Comité de Basileia tem a função de elaborar as novas normas prudenciais do sector bancário a nível internacional. Ao contrário do que o solicitado pelo G-20, todas as propostas de alteração da regulação do sector bancários não deverão estar prontas até final do ano.

“Mesmo depois destes compromissos, os bancos vão continuar a ter regras de capital e liquidez mais apertadas”, afirmou à Bloomberg um analista da KBW.

A Alemanha foi o único país que integra o Comité de Basileia que não assinou o acordo, preferindo esperar por Setembro, altura em que as propostas dos reguladores devem estar mais definidas.

Muitas das propostas para completar o Basilea III precisam ainda de ser definidas.

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