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Rehn: União bancária deve ser "prioridade" para garantir estabilidade da economia

O comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, afirmou hoje, em Bruxelas, que a criação de uma união bancária europeia deve ser uma "prioridade", considerando ser uma medida necessária para garantir a estabilidade da economia europeia.

Lusa 03 de Setembro de 2012 às 18:48
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Durante a sua intervenção inicial na reunião da comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, em Bruxelas, Olli Rehn começou por defender a necessidade de alterar a na arquitectura actual da União Económica e Monetária para "garantir bases mais fortes para uma moeda única sustentável".

Neste contexto, o comissário europeu dos Assuntos Económicos afirmou que "o desenvolvimento da união financeira ou da união bancária deve ser visto como uma prioridade".

"Estamos convencidos de que a mudança na supervisão bancária, bem como os passos futuros para a instituição de uma união bancária de pleno direito, são medidas necessárias para garantir a estabilidade da economia europeia", sustentou Olli Rehn.

O comissário recordou que a Comissão Europeia está a trabalhar numa proposta legislativa tendo em vista a criação de um mecanismo único de supervisão bancária para os bancos da zona euro, que será apresentada em "menos de duas semanas".

Olli Rehn explicou que o mecanismo único de supervisão vai aplicar-se a todos os países da zona euro, mas será aberto à participação de outros Estados-membros.

"A abordagem prevê um mecanismo ambicioso, com uma cobertura relativamente ampla, que irá supervisionar todos os bancos da zona do euro, com o Banco Central Europeu [BCE] no coração do sistema", detalhou.

A Comissão Europeia prevê dar a conhecer oficialmente a sua proposta para criar uma união bancária na Europa no próximo dia 12, com o objectivo de que os Estados membros a discutam nos próximos meses e possa estar aprovada antes do fim do ano.

"Ou ganhamos todos juntos, ou perdemos todos juntos", disse ainda o comissário europeu, acrescentando que os europeus "não podem e não serão divididos entre vencedores e perdedores".



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