Banca & Finanças Relatório do inquérito ao Banif diz que primeiros responsáveis foram accionistas e administradores

Relatório do inquérito ao Banif diz que primeiros responsáveis foram accionistas e administradores

Eurico Brilhante Dias ataca a situação do Banif até 2012, antes da primeira injecção estatal. Critica a situação do banco e ainda atira contra o modelo de negócios "insustentável".
Relatório do inquérito ao Banif diz que primeiros responsáveis foram accionistas e administradores
Carolina Cravinho
Diogo Cavaleiro 22 de julho de 2016 às 10:18

Accionistas e responsáveis da administração do Banif são os principais responsáveis pela situação do Banif até 2012, na óptica do relator da comissão de inquérito ao banco. 

 

"O banco Banif grupo tinha modelo de negócios insustentável, com exposição sectorial ao imobiliário claramente diferente do resto do sistema financeiro e bancário português", declarou Eurico Brilhante Dias esta sexta-feira, 22 de Julho, na conferência de imprensa de apresentação do documento. 
 

O documento apresentado esta sexta-feira, 22 de Julho, pelo deputado socialista Eurico Brilhante Dias é ainda o relatório preliminar da comissão de inquérito. Haverá ainda uma discussão com os restantes partidos até à versão final do relatório.

Nesse relatório, Brilhante Dias, que frisou estar a falar enquanto relator e não em nome do grupo parlamentar do PS, afirmou que o Banif era, até, 2012, "um banco com sistemas de controlo de risco, sistema de informação e organização precários".

"A auditoria forense chega a considerar que 50% dos casos mais penalizantes para os resultados do Banif foram casos em que decisão de crédito foi tomada sendo contrária àquele que era o parecer do comité de risco do Banif", exemplifica.

 

"Nunca é demais sublinhar que os primeiros responsáveis pela circunstância a que chegou o Banif são aqueles que foram responsáveis pela sua administração - os accionistas e os responsáveis pela administração que conduziram o banco até 2012", concluiu.


No arranque de 2013, o Banif recebe uma injecção estatal de 1,1 mil milhões de euros mas não há aprovação do plano de reestruturação que tem de ser avançado quando há auxílios estatais. Aí, Eurico Brilhante Dias atira farpas ao Governo anterior mas também sublinha que foi apanhado numa situação de "urgência".

 

(Notícia actualizada às 10:50 com mais informação)




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