Banca & Finanças Relvas fala por escrito sobre o Efisa. Antiga secretária de Estado "totalmente disponível"

Relvas fala por escrito sobre o Efisa. Antiga secretária de Estado "totalmente disponível"

Todos os partidos aprovaram as audições de Miguel Relvas e Isabel Castelo Branco para esclarecerem questões à volta do banco Efisa. Miguel Relvas só responde por escrito.
Relvas fala por escrito sobre o Efisa. Antiga secretária de Estado "totalmente disponível"
Diogo Cavaleiro 27 de abril de 2016 às 22:51

São duas respostas diferentes ao pedido de esclarecimentos sobre o Banco Efisa. O PS chamou Miguel Relvas, antigo ministro e futuro accionista da nova dona do banco, e Isabel Castelo Branco, ex-secretária de Estado do Tesouro que decidiu aumentos de capital na instituição antes da sua venda. Mas enquanto o primeiro pediu para responder por escrito, a antiga governante mostrou-se "totalmente disponível".

 

A antiga secretária de Estado assumiu-se "totalmente disponível para comparecer e responder a questões", assinalou ao Negócios a deputada social-democrata Teresa Leal Coelho, que preside à Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

 

A audição será agendada "brevemente", não havendo ainda data para que aconteça tendo em conta a longa lista de depoimentos que estão agendados para esta comissão parlamentar.

 

Já Miguel Relvas, como noticiou a Lusa no domingo, está "disponível para esclarecer por escrito, não para comparecer", segundo a deputada do PSD. Entretanto, todos os partidos acederam a esse pedido.


"Acredito que é esta a forma que melhor contribui para que as paixões da política partidária não se sobreponham à razão da análise fria dos factos", indicava o antigo ministro-Adjunto de Passos Coelho na mensagem ao Parlamento em resposta ao requerimento. Relvas foi chamado por ser um dos novos accionistas propostos para a Pivot SGPS, a sociedade que comprou o Efisa à sociedade estatal Parparticipadas.

O ex-governante também pediu para ter acesso ao relatório da UTAM – Unidade Técnica de Acompanhamento e de Monitorização do Sector Público Empresarial que avaliou a venda do Efisa e que deu luz verde à operação de compra, de 38 milhões de euros, apesar de fazer alguns reparos.

 

O requerimento a chamar Miguel Relvas e Isabel Castelo Branco partiu do Partido Socialista. "O anterior Governo PSD/CDS, liderado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, injectou 90 milhões de euros num banco que amanhã, caso o Banco de Portugal assim o decida, poderá ser de Miguel Relvas, ex-ministro e ex-número dois de Pedro Passos Coelho". A injecção foi aceite pela antiga secretária de Estado, motivo pela qual é chamada. Todos os partidos aprovaram as duas convocatórias.

 

Além de Miguel Relvas, os socialistas avançavam, em Fevereiro, a possibilidade de chamar Passos Coelho para se explicar ao Parlamento. Agora, ao Público, o deputado João Paulo Correia reiterou essa possibilidade, caso os esclarecimentos que forem dados por escrito não sejam suficientes.

 

O relatório da UTAM sobre a venda do antigo banco de investimento do BPN revelou que o Estado, embora tenha alienado o Efisa, ficou com processos judiciais de 80 milhões de euros na sua esfera. Motivo para que também Bruno de Castro Henriques, presidente da Parparticipadas, tenha sido convocado. 







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