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Remunerações dos gestores dos bancos com ajuda do Estado sofrem corte de 50%

Portaria que defina as regras de recapitalização dos bancos que receberem ajuda do Estado confirma restrições às remunerações dos gestores. Fica definido um limite mínimo que é a remuneração dos gestores da Caixa.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 17 de Maio de 2012 às 10:59
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Os órgãos sociais dos bancos que solicitarem ajuda do Estado para se recapitalizarem vão sofrer cortes de remunerações, que podem ascedner a 50% das remunerações auferidas nos dois últimos anos.

Esta regra, já avançada pelos meios de comunicação social, está confirmada na portaria que regula a entrada do Estado no capital dos bancos, caso estes necessitem de dinheiro público para se recapitalizarem.

“Estabelece-se claramente que as remunerações dos titulares dos órgãos sociais das instituições recapitalizadas, durante o período de duração dessa intervenção, devem sofrer limites que incidem tanto sobre a componente fixa, como sobre a variável, de tal forma que o seu cômputo global não ultrapasse 50 % da respectiva remuneração média auferida nos dois anos anteriores”, refere a portaria.

Mas o corte pode não chegar aos 50%, uma vez que a portaria define que a remuneração dos gestores dos bancos ajudados não será inferior ao “valor da remuneração em vigor em instituições de crédito públicas”.

Deste modo, se com o corte de 50% os salários dos gestores dos bancos ajudados ficar abaixo do atribuído à Caixa Geral de Depósitos, então será o valor atribuído aos gestores do banco público que serve de base para definir a remuneração dos bancos ajudados.

Contudo, tendo em conta os salários dos administradores dos bancos que deverão receber ajuda estatal, como o Banif, BCP e BPI, deverá ser aplicada a regra de corte de 50%, pois ainda assim a remuneração será superior à da CGD.
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