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Rendeiro diz que Banco de Portugal conhecia e aceitava estratégias do BPP

Antigo presidente do Banco Privado Português, que foi condenado a uma coima de 1,99 milhões de euros, defendeu-se no processo do supervisor afirmando que o Banco de Portugal “não só conhecia como sempre consentiu na comercialização das estratégias de retorno absoluto”.

Negócios negocios@negocios.pt 10 de Dezembro de 2013 às 09:13
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O antigo presidente do Banco Privado Português (BPP), João Rendeiro, acusou o Banco de Portugal de ter conhecimento das práticas do BPP, garantindo que o supervisor "não só conhecia como sempre consentiu na comercialização das estratégias de retorno absoluto com garantia de capital", segundo um relatório do Banco de Portugal citado pelo "Diário Económico".

 

Durante anos o BPP comercializou produtos de investimento com garantia de capital, que implicavam responsabilidades que não foram reflectidas no balanço. Além disso, os antigos gestores do BPP são acusados da ocultação de perdas em sociedades "offshore". Segundo o "Diário Económico", o Banco de Portugal afirmou desconhecer até Novembro de 2008 (altura em que a gestão do BPP pediu auxílio) a existência de garantias de capital.

 

João Rendeiro defendeu-se neste processo afirmando ainda que "se a crise dos mercados mundiais (em 2008) não tivesse ocorrido, com a virulência que a caracterizou, não teriam existido as situações descritas na Acusação ou, pelo menos, não teriam tido a acuidade que tiveram".

 

Rendeiro foi um de 11 arguidos (entre gestores e sociedades) considerados culpados pelo Banco de Portugal relativamente às acusações de actos ilícitos no BPP. O supervisor aplicou coimas totais de 11 milhões de euros. A João Rendeiro foi aplicada uma coima de 1,99 milhões de euros e dez anos de inibição do exercício de funções na banca em Portugal.

 

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