Banca & Finanças Resolução do BES: "O facto de proteger os contribuintes não a torna numa boa solução"

Resolução do BES: "O facto de proteger os contribuintes não a torna numa boa solução"

Para Fernando Ulrich a resolução do BES não foi a melhor solução. O banqueiro preferia uma intervenção semelhante à adoptada nos bancos do Chipre, em que os grandes depositantes tiveram perdas. "O facto de [esta solução] proteger os contribuintes não a torna numa boa solução". E usou um exemplo com os partidos para demonstrar a sua tese.
Resolução do BES: "O facto de proteger os contribuintes não a torna numa boa solução"
Pedro Elias/Negócios
Maria João Gago 17 de março de 2015 às 12:13

"Recuso em absoluto a ideia de que a resolução era a única solução [para o BES] e sobretudo pela forma como que foi feita", repetiu Fernando Ulrich na Comissão Parlamentar de Inquérito à Gestão do BES e do GES. O banqueiro criticou esta solução por ser uma forma de "jogar a roleta com a estabilidade do sistema financeiro", já que as perdas decorrentes da venda do banco de transição irão ser assumidas pelos bancos.

 

O presidente do BPI admitiu que poderia ter sido melhor uma solução idêntica à adoptada nos bancos de Chipre, que além dos accionistas e dos obrigacionistas, impôs perdas aos grandes depositantes.

 

"Não aceito a tese de que não havia outra maneira. Então o PS vai à falência e as dívidas são pagas pelo PSD, pelo CDS, pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda? Ou o PSD vai à falência e é o PS, o CDS, o Partido Comunista e o Bloco de Esquerda que pagam?", exemplificou.

 

Ainda assim, perante as questões da deputada do PSD, Clara Marques Mendes, Ulrich sublinhou que a resolução "protege os contribuintes, obviamente que sim. É a solução que melhor protege os contribuintes. Excepto nas perdas que vão ser assumidas pela CGD. Mas o facto de [esta solução] proteger os contribuintes, não a torna numa boa solução", defendeu.




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