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Retrato do BFA, o banco que Isabel dos Santos quer cotar em Lisboa

O acordo entre o CaixaBank e Isabel dos Santos pressupõe que a empresária passe a controlar o BFA. Conheça o banco que Isabel dos Santos pretende cotar na bolsa portuguesa.

Paulo Duarte
Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 11 de Abril de 2016 às 13:04
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Isabel dos Santos pretende colocar o Banco de Fomento Angola na bolsa de Lisboa, estando esse passo em cima da mesa das negociações que estão a decorrer entre a empresária angolana e o CaixaBank, para solucionar o problema da exposição do BPI a Angola.

O Negócios confirmou a informação que foi avançada este domingo, 10 de Abril, por Luís Marques Mendes, comentador da SIC que disse ser esse uma das exigências da empresária angolana nesta negociação. E essa é uma matéria que está a ser negociada com a CMVM (Comissão do Mercado de Valores Mobiliários).

O BFA, detido a 50,01% pelo BPI e a 49,9% pela Unitel, operadora de telecomunicações onde Isabel dos Santos tem uma participação de 25%, é a instituição financeira angolana que apresenta o mais elevado resultado líquido anual. Em 2015, o BFA registou um lucro de 236,4 milhões de euros, tendo o BPI ficado com 135,7 milhões de euros. Em 2014 o BFA registou lucros de 215 milhões de euros.


O segundo classificado deste ranking, segundo o estudo Banca em Análise, da Deloitte, é o BIC, um banco onde Isabel dos Santos, através da Santoro, é a maior accionista, com uma posição de 25%. O BIC, liderado por Fernando Teles, que detém 20% do capital, apresentou em 2014 um resultado líquido de 139 milhões de euros.


O BFA é o banco angolano com capitais portugueses que detém a maior quota de mercado naquele país, 15,1%, ocupando o terceiro lugar do ranking. O primeiro é o Banco de Poupança e Crédito (BPC), com uma quota de 16,8%, detido pelo Estado angolano. O segundo é o Banco Africano de Investimentos (BAI) controlado pelo Sonangol.


No estudo da Deloitte, contabilizando apenas os cinco primeiros bancos de cada ranking, surge apenas mais uma instituição financeira com capital português, o Banco Caixa Geral Angola (BCGA), que surge como o quarto mais lucrativo do sistema financeiro angolano onde, em 2014, operavam 23 bancos.  A Caixa Geral de Depósitos (CGD) detém 51% do BCGA desde Julho de 2015.


O BFA, o banco que está no centro da polémica no BPI, tem 1,3 milhões de clientes, 188 balcões e 2.559 funcionários, de acordo com dados disponibilizados pela própria instituição.


Retrato da banca angolana. Dados de 2014

Ranking por total de activos (quota de mercado)

 

1º BPC – 16,8%

2º BAI – 15,4%

3º BFA -  15,1%

4º BIC – 11,7%

5º BPA – 5,3%

 

Ranking depósitos de clientes (quota de mercado)


1º BAI – 17,8%

2º BFA – 17,4%

3º BPC – 16,3%

4º BIC – 12,8%

5º BPA – 5,5%

 

Ranking crédito líquido a clientes (quota de mercado)


1º BPC – 30,1%

2º BAI – 12,4%

3º BIC – 8,4%

4º BFA – 7,8%

5º BPA – 6,7%

 

Ranking resultados líquidos*

1º BFA – 215 milhões de euros

2º BIC -  139 milhões de euros

3º BAI – 87 milhões de euros

4º BCGA – 62 milhões de euros

5º BPC –  60 milhões de euros

 

*Valores originalmente apresentados em kuanzas e convertidos para euros à seguinte taxa de câmbio: 1 kuanza = 0,00676 euros

 

Ranking de rentabilidade


1º BFA – 34%

2º SBA – 31%

3º Sol – 26%

4º BCGTA 25%

5º BIC – 23%

 

Fonte: Banca em Análise - Deloitte

 



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