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Ricardo Salgado constituído arguido no caso "Universo Espírito Santo"

A PGR confirmou: Ricardo Salgado é um dos arguidos nos inquéritos "Universo Espírito Santo". O ex-banqueiro está a ser ouvido para aplicação de uma medida de coacção distinta de termo de identidade e residência.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 24 de Julho de 2015 às 19:26
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Ricardo Salgado foi constituído arguido no caso "Universo Espírito Santo". A informação foi tornada pública a 24 de Julho de 2015, precisamente um ano depois de o ex-presidente do Banco Espírito Santo ter sido considerado arguido no processo Monte Branco.

Esta sexta-feira, 24 de Julho, Salgado foi ouvido mas a sua constituição enquanto arguido no âmbito do processo "Universo Espírito Santo" foi definida no início da semana, de acordo com um comunicado da Procuradoria-Geral da República. 

O ex-presidente do Banco Espírito Santo foi ouvido pelo Ministério Público no passado dia 20 de Julho. Nesse dia, foi interrogado e constituído arguido "no âmbito das investigações relacionadas com o denominado ‘Universo Espírito Santo’".

 

"Na sequência desse interrogatório, o Ministério Público, tendo em vista a aplicação de medida de coacção diversa do termo de identidade e residência, apresentou um requerimento para que o arguido fosse presente ao Tribunal Central de Instrução Criminal, o que aconteceu durante o dia de hoje", indica o comunicado.

Na prática, o Ministério Público poderia determinar o termo de identidade e residência, que é de aplicação obrigatória nos casos em que alguém é constituído arguido. Todas as outras medidas de coacção têm de ser aplicadas por um juíz - Ricardo Salgado esteve, esta sexta-feira, a ser ouvido pelo juiz Carlos Alexandre. 

Não há mais indicações: não se sabe qual a medida de coacção que será aplicada a Ricardo Salgado. Caução, obrigação de apresentação periódica, suspensão do exercício de funções, de profissão e de direitos; proibição de permanência, de ausência e contactos; obrigação de permanência na habitação e prisão preventiva são as medidas que poderão ser aplicadas. 

Presidente por 22 anos do Banco Espírito Santo, Salgado é um dos seis arguidos que, até agora, foram constituídos no âmbito das investigações em torno do Universo Espírito Santo. Em causa estão suspeitas de "prática de crimes de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no sector privado e branqueamento de capitais". 

 

Salgado já é arguido no caso Monte Branco

Há precisamente um ano, a 24 de Julho de 2014, Ricardo Salgado foi detido para prestar declarações perante o juiz Carlos Alexandre. O motivo foi o caso Monte Branco, operação relacionada com alegado esquema de fuga ao fisco e branqueamento de capitais.

 

"No âmbito do Processo Monte Branco, o Ministério Público (DCIAP) tem vindo a realizar várias diligências que culminaram com a detenção de Ricardo Salgado no dia de hoje. O detido será presente ao juiz de instrução criminal", revelou então o DCIAP.

 

Nesta data, Salgado foi constituído arguido devido, nomeadamente, aos 14 milhões de euros recebidos, enquanto "liberalidade" oferecida pelas mãos do empresário José Guilherme.

 

A PGR aplicou, aí, "as medidas de coacção de sujeição a caução, no montante de 3 milhões de euros, proibição de ausência do território nacional e proibição de contactos com determinadas pessoas". 

 



(Notícia actualizada às 19h52 com mais informações)

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