Banca & Finanças Ricardo Salgado constituído arguido por causa de presente de 14 milhões

Ricardo Salgado constituído arguido por causa de presente de 14 milhões

O antigo presidente do BES já foi constituído arguido no caso Monte Branco. As suspeitas sobre Ricardo Salgado dirão respeito, sobretudo, às transferências de 14 milhões que o antigo banqueiro recebeu do construtor José Guilherme.
Ricardo Salgado constituído arguido por causa de presente de 14 milhões
Miguel Baltazar/Negócios
Maria João Gago 24 de julho de 2014 às 12:05

Ricardo Salgado já foi constituído arguido no caso Monte Branco, que investiga suspeitas de branqueamento de capitais e fraude fiscal. As suspeitas em relação ao antigo presidente do BES recairão, sobretudo, sobre as transferências de 14 milhões de euros que foram feitas pelo construtor José Guilherme para sociedades "offshore" de Salgado e que este justificou como sendo um presente, apurou o Negócios.

 

A constituição do antigo presidente do BES como arguido acontece um ano e meio depois de Salgado ter sido ouvido como testemunha no Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). Em Dezembro de 2012, Salgado testemunhou pelo facto de ser cliente da Akoya, a sociedade de gestão de fortunas que está no centro da investigação Monte Branco.

 

Nessa inquirição, o antigo banqueiro explicou a origem dos 8,5 milhões de euros que recebeu no exterior e que o levaram a aderir ao Regime Excepcional de Regularização Tributária de 2012.

 

Desta diligência, Salgado saiu com um despacho do procurador Rosário Teixeira afirmando que "não existem fundamentos" para que o então líder do BES "seja considerado suspeito", que foi divulgado pelo Negócios a 18 de Janeiro de 2013. Isto depois de ter justificado as transferências que recebeu de José Guilherme como um presente do construtor agradecido com o facto de o então banqueiro o ter aconselhado a desistir de investir na Europa de Leste e a optar por apostar em Angola.

 

Esta quinta-feira, 24 de Julho, o antigo líder do BES foi constituído arguido e volta a ter de dar explicações sobre as transferências que recebeu de José Guilherme, desta vez ao juiz Carlos Alexandre e já com o estatuto de arguido. O ex-presidente do BES começou a ser ouvido no Tribunal Central de Instrução Criminal a partir das 10h30, depois de ter sido detido para interrogatório esta manhã.

 




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