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Ricardo Salgado já era suspeito de burla, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais

Em Julho, Ricardo Salgado foi detido para interrogatório devido a transferências bancárias suspeitas. Agora volta a ser alvo de buscas.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 27 de Novembro de 2014 às 11:36
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Há cerca de quatro meses, a 24 de Julho, o País acordava com a notícia: Ricardo Salgado foi detido para interrogatório.

 

Esteve, nesse dia, a ser ouvido durante mais de oito horas no Tribunal Central de Instrução Criminal pelo juiz Carlos Alexandre.

 

Terminado o interrogatório, Ricardo Salgado saiu em liberdade, mas mediante o pagamento de uma caução de três milhões de euros e "proibição de ausência do território nacional e de contactos com determinadas pessoas", segundo nota da Procuradoria-geral da República (PGR). 

 

Ricardo Salgado saiu como arguido por suspeitas dos crimes de burla, abuso de confiança, falsificação e branqueamento de capitais. 

 

Quatro meses depois, a 27 de Novembro, a Polícia Judiciário e o Ministério Público avançam para uma nova vaga de buscas, entre as quais à casa de Ricardo Salgado e outros ex-administradores do Banco Espírito Santo (BES). Já na altura da detenção de Salgado para interrogatório, em Julho, tinha havido buscas em vários locais, entre os quais ao escritório que o ex-presidente do BES mantinha no Estoril.

 

As transferências financeiras que Ricardo Salgado recebeu através de uma "offshore" pessoal, entre as quais a que o antigo banqueiro disse ser um presente do construtor José Guilherme, que conforme o livro "O Último Banqueiro, de Maria João Gago e Maria João Babo ascendeu a 14 milhões de euros, estão na origem das suspeitas que levaram à detenção em Julho.

 

Agora, as actuais buscas, de acordo com o Correio da Manhã, deverão ter sido motivadas pelas investigações aos actos de gestão dos ex-administradores do BES.

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