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Ricardo Salgado pronuncia-se sobre resgate do BES "quando o tempo e o contexto permitirem"

O ex-presidente do BES vai remeter-se ao silêncio. Por enquanto. Ricardo Salgado vai aguardar pela conclusão da auditoria às contas do BES antes de falar sobre as mesmas. E, em relação ao resgate do banco e a todo o processo recente falará "quando o tempo e o contexto permitirem".

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 04 de Agosto de 2014 às 18:20
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A declaração foi feita através de um comunicado emitido.

 

No comunicado, Ricardo Salgado diz estar à espera das conclusões da auditoria forense que está a ser feita às contas do BES, em relação ao primeiro semestre deste ano. Só depois se pronunciará sobre as contas do banco.

 

Num segundo ponto, o ex-presidente do banco diz que "quando o tempo e o contexto permitirem uma análise objectiva e serena do que precipitou a queda abruta do valor do BES e a consequente intervenção do Estado", Ricardo Salgado "pronunciar-se-á  sobre o que, na sua perspectiva, provocou esta crise e o seu desfecho", acrescenta.

 

O Banco de Portugal já pôs em marcha uma auditoria forense às contas do BES, depois de terem sido identificadas perdas com operações que não foram reveladas ao regulador duas semanas antes da nova administração do BES, liderada por Vítor Bento, tomar posse.

 

"Factos supervenientes, identificados pelo auditor externo apenas na segunda quinzena de Julho, vieram aumentar em cerca de 1,5 mil milhões de euros o valor das perdas a reconhecer na conta de resultados do primeiro semestre, pondo em causa o cumprimento dos rácios mínimos de solvabilidade vigentes", explicou o Banco de Portugal, para justificar o resgate do BES. Na conferência de imprensa em que explicou o processo de resgate do banco, Carlos Costa adiantou que em causa estão "a emissão de duas cartas-conforto pelo Banco Espírito Santo, S.A. a favor de entidades credoras da Espírito Santo International" e "a realização de operações de colocação de títulos, a consolidação dos veículos e demais contingências associadas às emissões do Banco Espírito Santo, S.A. detidas por clientes de retalho".

 

E o governador foi mais longe.  Tendo voltado a insistir que irá tirar as consequências que houver a tirar, mesmo que de índole criminal, em relação à anterior administração, nomeadamente Ricardo Salgado e Morais Pires. Carlos Costa referiu ainda que foi realizado um "conjunto de actuações que violou claramente as determinações emitidas pelo Banco de Portugal".

 

Estas declarações de Carlos Costa foram proferidas na declaração que fez sobre a intervenção no BES que ditou a separação do banco em dois. O "banco bom", ou seja, o Novo Banco, que fica com os depósitos e os créditos bons, e o "banco mau", que fica com os activos problemáticos, nomeadamente as participações no GES e o BES Angola.

 
Comunicado de Ricardo Salgado

1.    O Dr. Ricardo Salgado aguarda pelas conclusões do relatório da auditoria forense realizada às contas do Banco Espírito Santo, relativas ao primeiro semestre de 2014, que está a ser feita pelo Banco de Portugal e pela PwC , momento em que se reserva o direito de se pronunciar sobre as mesmas.

 

2.    Quando o tempo e o contexto permitirem uma análise objectiva e serena do que precipitou a queda abruta do valor do BES e a consequente intervenção do Estado, o Dr. Ricardo Salgado pronunciar-se-á  sobre o que, na sua perspectiva, provocou esta crise e o seu desfecho.

(Notícia actualizada às 18h42 com mais informação)

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