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Ricciardi fica no BESI e abandona restantes cargos no GES

O presidente do BES Investimento diz que, a 8 de Junho, a maioria dos membros do conselho superior da família Espírito Santo o apoiou para líder do braço financeiro do grupo. No entanto, "tendo prevalecido um projecto alternativo", José Maria Ricciardi optou por dedicar-se ao BESI. Vai abandonar os restantes cargos no GES, revela numa nota às redacções.

23.º - José Maria Ricciardi 
Saiu do top-20 este ano, após mediatização de casos de Justiça e de menos negócios no BESI.
Bruno Simão/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 23 de Junho de 2014 às 19:11
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José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento, vai concentrar-se na gestão desta instituição e abandonar os restantes cargos que desempenha no Grupo Espírito Santo (GES). Isto depois de ter chegado a ter o apoio da maioria dos membros do conselho superior do GES para liderar o braço financeiro do grupo.

 

"Reconhecida que foi a minha idoneidade como gestor do banco, e tendo prevalecido um projecto alternativo [para o BES] para o qual não fui chamado a intervir, não se justifica que continue a participar nos órgãos sociais das empresas do grupo, mas impõe-se sim que me dedique em exclusivo ao programa de futuro traçado pelo Banco Espírito Santo de Investimento, que já mereceu a adesão de princípio do Banco de Portugal", revela o banqueiro numa nota enviada às redacções esta segunda-feira.

 

Ricciardi revela que, "em 8 de Junho de 2014, conforme acordo celebrado e subscrito pela maioria dos ramos familiares representados no conselho superior, foii convidado a assumir a liderança do sector financeiro do GES". O banqueiro adianta que defende que "para fazer face aos desafios que o grupo enfrenta é indispensável, não só a coesão de todos os ramos familiares representados no conselho superior, como ainda a unanimidade do seu voto".

Não conseguindo essa unanimidade, decidiu "contribuir de forma mais incisiva para a estabilidade e valorização do grupo, concentrando toda a actividade no projecto de aumento de capital e consequente expansão do banco de investimento a que presido".

 

O banqueiro recorda ainda que desde 2013 tem defendido um alteração do modelo de governação e da composição da gestão do grupo, numa referência à contestação que moveu a Ricardo Salgado e que o Negócios noticiou a 8 de Novembro de 2013.

 

"Há mais de um ano que venho pugnando no quadro do conselho superior do Grupo Espírito Santo pela modificação estrutural da governance, quer ao nível da colegialidade das decisões, quer em termos da sua composição. Este esforço tem-se pautado por iniciativas sistemáticas, algumas delas do conhecimento público, que infelizmente não produziram os resultados propostos em tempo útil", lamenta.

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(Notícia actualizada às 19h19)

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