Banca & Finanças Rui Pinto garante ter provas de desvio de 600 milhões de euros no BES

Rui Pinto garante ter provas de desvio de 600 milhões de euros no BES

O hacker gaiense deixou uma mensagem na rede social Twitter.
Rui Pinto garante ter provas de desvio de 600 milhões de euros no BES
Record 11 de outubro de 2019 às 22:53
Através da rede social Twitter, Rui Pinto voltou esta sexta-feira a deixar duras críticas à justiça portuguesa, ao revelar ter provas de que foram desviados 600 milhões de euros do BES, ao contrário dos 80 milhões previamente citados.

Evidências que, segundo o hacker, terão sido ignoradas pelo Ministério Público, num gesto que, no seu entender, o faz crer que "o nosso país foi capturado por interesses criminosos a vários níveis".

Lembre-se que na quinta-feira Rui Pinto já havia visado a justiça nacional, na altura para colocar em causa a investigação ao caso de Tancos. Na publicação feita, o hacker considerava que "algo de muito grave se passa no Ministério Público" relativamente a esse processo, por entender que não era normal "que, num estado de direito, superiores hierárquicos condicionem a fluidez de um inquérito e prejudiquem a investigação apenas para não incomodar certas personalidades".

Leia a publicação:

"Os lesados do BES manifestaram-se, recentemente, em Paris, e pediram uma vez mais que lhes devolvam as poupanças acumuladas numa vida de trabalho árduo. Os lesados sentem-se traídos por um estado, e uma justiça, incapazes de punir uma fraude colossal. Um crime que poderá passar impune. Ao ver essa reportagem só conseguia pensar num inquérito relacionado com o BES, e que se encontra estagnado desde 2015, onde um arguido está a ser investigado por um desvio de 80 milhões de euros. Mas, infelizmente a realidade é ainda mais sombria, o desvio concreto ultrapassou os 600 milhões! Apesar de eu ter conseguido compilar diversa documentação, incluindo extractos bancários, que demonstram, entre outros, a criação de empresas meramente instrumentais, depósitos fictícios, e transferências bancárias para offshores como as Ilhas Virgens Britânicas e as Seychelles. O Ministério Público preferiu ignorar todas essas provas esclarecedoras, e que poderiam ajudar a fazer justiça. Não há qualquer dúvida que o nosso país foi capturado por interesses criminosos a vários níveis".



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