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Salgado recusa enviar ao Parlamento actas do conselho superior do GES

Enviar as actas do conselho superior do GES ao inquérito ao BES iria suscitar "questões de reserva da intimidade", justifica Ricardo Salgado para não entregar estes documentos. Também iria contra o segredo de justiça, já que as actas foram apreendidas nas buscas à sua casa no âmbito de processos judiciais.

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Ricardo Salgado comunicou esta quarta-feira, 3 de Dezembro, com a comissão parlamentar de inquérito. Em resposta ao pedido para que enviasse as actas das reuniões do conselho superior do Grupo Espírito Santo, onde se reuniam os líderes dos vários ramos da família, o antigo presidente do Banco Espírito Santo informou que não as poderia enviar.

 

"Não disponho de condições para satisfazer o pedido que me foi dirigido, sem prejuízo da minha inteira disponibilidade para prestar depoimento e os necessários esclarecimentos perante a comissão parlamentar de inquérito, na audiência agendada para 9 de Dezembro de 2014", concluiu Ricardo Salgado na carta enviada ao presidente da comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES, Fernando Negrão.

 

Salgado avança justificações para a recusa em entregar estas actas das reuniões do conselho superior – no encontro de Novembro, por exemplo, esteve em causa a própria liderança do presidente do BES, pela mão do seu primo José Maria Ricciardi.

 

"A solicitação em causa poderia, desde logo, suscitar questões de reserva de intimidade, designadamente no que respeita a suportes digitais de gravação áudio", indicou o responsável.

 

Mas esse não é o único argumento avançado pelo ex-banqueiro. Justificando que foi alvo de buscas nos processos-crime Monte Branco e universo Espírito Santo – "em que sou visado", diz Salgado –, o banqueiro escreve que o domicílio pessoal e o espaço que utilizara para fins profissionais "foram objecto de buscas".

 

"Toda a documentação relativa às reuniões do conselho superior do GES que tinha na minha posse [foi] apreendida", disse, acrescentando que, tendo sido apreendidos em processos judiciais "que se encontram em fase de inquérito", encontram-se agora em segredo de justiça.

 

Nesta carta a Fernando Negrão, Salgado diz que as actas são do conselho superior do GES, que "não tem natureza de órgão societário, e naturalmente, não esteve sujeito a qualquer supervisão regulatória".

 

O ex-banqueiro vai ser chamado ao Parlamento a 9 de Dezembro, pelas 9h. 

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