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Salgado continua a ser ouvido pelo regulador suíço

Ricardo Salgado continua a ser ouvido esta sexta-feira pelo Supervisor dos Mercados Financeiros suíço (FINMA) na sede da CMVM, depois de ontem já ter estado a prestar declarações.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 10 de Abril de 2015 às 11:18
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Ricardo Salgado, ex-presidente do BES, voltou à sede da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para prestar declarações ao regulador suíço, de acordo com o Expresso.

 

Já ontem, Salgado tinha estado na sede do regulador português a prestar declarações ao FINMA pelo seu papel de administrador do Banque Privée. "O Dr. Ricardo Salgado, na qualidade de ex-administrador não executivo do Banque Privée Espírito Santo, deslocou-se à CMVM a fim de colaborar, voluntariamente, com a entidade de regulação suíça (FINMA) no que se refere ao apuramento de factos relacionados com o BPES", adiantou na quinta-feira, 9 de Abril, Francisco Proença de Carvalho, advogado do antigo líder do BES, numa nota enviada às redacções.

 

Segundo apurou o Negócios, além de Ricardo Salgado a FINMA está a ouvir outros antigos administradores do Banque Privée, uma das primeiras instituições financeiras do GES a ser intervencionada na sequência da crise do grupo. Uma informação entretanto confirmada pelo advogado do antigo banqueiro.

 

O Banque Privée foi uma das instituições através das quais o GES colocou papel comercial e outros instrumentos de dívida da Espírito Santo International (ESI) e da Rioforte, empresas que hoje estão em processo de falência. Na sequência da intervenção da FINMA, a gestão do banco foi suspensa e os activos saudáveis foram vendidos à Compagnie Bancaire Helvétique, ainda em Julho.

 

De acordo com o Diário Económico, além da investigação dos supervisores, quatro antigos administradores do Banque Privée – Ricardo Salgado, José Manuel Espírito Santo Silva, Manuel Espírito Santo Silva e António Ricciardi – foram alvo de uma queixa-crime por parte de um cliente do banco de fortunas suíço. O queixoso aponta o dedo a estes gestores pelo facto de serem simultaneamente administradores do Privée e da ESI.

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