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S&P descarta problemas de liquidez nos bancos portugueses

Agência de notação financeira acredita que o mercado de dívida de médio e longo prazo vai continuar fechado para os bancos portugueses.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 28 de Março de 2011 às 11:14
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No relatório onde justifica o corte em dois níveis aos cinco maiores bancos portugueses, a Standard & Poor’s assinala que o ambiente operacional para os bancos portugueses está cada vez “mais desafiante”.

A agência de notação financeira espera que as medidas necessárias para corrigir o défice orçamental e externo vão levar a economia portuguesa de novo para recessão em 2011, e “potencialmente limitar as perspectivas de crescimento durante um período mais prolongado”.

“Com a economia em contracção, a qualidade e rentabilidade dos activos domésticos dos bancos vão, na nossa perspectiva, deteriorar-se ainda mais”, refere a S&P, que considera que a melhoria da actividade no negócio internacional só irá anular parcialmente este efeito negativo.

Alertando que a crise política vai minar ainda mais a confiança dos investidores e as dificuldades de financiamento dos bancos, a S&P acredita que o mercado de dívida “vai permanecer fechado” para os bancos portugueses nas emissões de médio e longo prazo.

A S&P não descarta mesmo constrangimentos nas emissões de curto prazo, mas descarta problemas de liquidez nos bancos portugueses. “Os potenciais riscos relacionados com episódios de falta de liquidez no mercado de curto prazo são, na nossa perspectiva, mitigados […] devido à possibilidade dos bancos acederem a liquidez do BCE”, refere a S&P.

A agência lembra que os bancos portugueses estão já a tomar medidas para desalavancarem o seu balanço, o que terá um efeito positivo na liquidez e financiamento dos bancos, mas deverá conduzir a uma contracção no crédito e um aumento da concorrência na captação de recursos dos clientes de retalho em Portugal.

Quanto à posição de capital dos bancos, a S&P espera que permaneça estável, com a redução dos activos de maior risco e o processo de desalavancagem a compensar a menor geração de resultados dos bancos.





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