Banca & Finanças Santander aumenta lucros em 4% e pede para sair da bolsa de Lisboa

Santander aumenta lucros em 4% e pede para sair da bolsa de Lisboa

Uma provisão de 280 milhões de euros relacionada com a compra do Popular impediu uma subida mais forte nos resultados.
Santander aumenta lucros em 4% e pede para sair da bolsa de Lisboa
Nuno Carregueiro Lusa 25 de julho de 2018 às 09:00

O Santander obteve lucros de 3.752 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a um aumento de 4% face ao mesmo período de 2017. Os analistas contavam com um crescimento mais diminuto de 2%.

 

O mercado brasileiro destacou-se pela positiva, com um crescimento de 6% nos lucros, que representam já mais de um quarto do obtido pelo grupo financeiro espanhol. Este desempenho no Brasil permitiu compensar a queda sentida em Espanha e no Reino Unido, com descidas superiores a 10% nestes dois mercados.

 

Os lucros em Espanha baixaram 20% para 500 milhões, uma queda de 20% que é justificada por uma provisão de 280 milhões de euros ainda devido à integração do Popular. Sem ter em conta esta operação os lucros em Espanha aumentaram 25%. No Reino Unido os lucros desceram 16% para 192 milhões de euros.

 

A operação do Santander em Portugal teve um lucro de 250 milhões de euros de Janeiro a Junho, o que corresponde a um aumento de 6%.

 

As acções do Santander seguem a cair 0,24% para 4,733 euros.

 

Santander pede exclusão das suas acções de quatro mercados

 

O conselho de administração do grupo espanhol Santander decidiu solicitar a "exclusão voluntaria" das suas acções de quatro mercados, entre eles o Euronext de Lisboa, de acordo com uma informação ao mercado que está a ser citada pela Lusa.

 

As quatro bolsas de valores em causa são a Argentina (STD), Brasil (BSAN33), Euronext de Lisboa (SANT) e a Bolsa Italiana (SANT).

 

Adicionalmente, deliberou solicitar a exclusão voluntária das acções no índice de preços e cotizações disponível no México para acções de sociedades estrangeiras.

 

O grupo explica que esta decisão foi adoptada no âmbito de um "processo de racionalização" dos mercados onde as acções do Banco têm uma cotação secundária e, em particular, tendo em consideração o reduzido volume de negociação da acção do Banco Santander nesses mercados.

 

À medida que forem sendo obtidas as correspondentes autorizações por parte das autoridades supervisoras de cada um dos Mercados Alvo, o Banco Santander comunicará em cada um desses mercados a data efectiva de exclusão e os detalhes relevantes sobre a transferência das acções registadas nas bolsas de valores afectas ao sistema de registo espanhol (Iberclear).

 

Segundo o banco, as acções do Banco Santander continuarão a estar admitidas à negociação nas bolsas de valores de Madrid, Barcelona, Bilbao e Valência, através do Sistema de Interconexión Bursátil Español (Mercado Contínuo), em Nova Iorque (onde estão admitidas à negociação na forma de ADRs), Londres (onde estão admitidas à negociação na forma de CDIs) e em Varsóvia.

 




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