Banca & Finanças Santander desvaloriza oferta sobre Novo Banco e diz querer crescer organicamente

Santander desvaloriza oferta sobre Novo Banco e diz querer crescer organicamente

José António Álvarez explicou que o Santander tem "dois objectivos em Portugal": "finalizar em Outubro a integração do Banif", comprado por 150 milhões de euros no ano passado, e ganhar quota de mercado.
Santander desvaloriza oferta sobre Novo Banco e diz querer crescer organicamente
Correio da Manhã
Negócios com Lusa 27 de abril de 2016 às 13:39
O administrador-delegado do Grupo Santander, José António Álvarez (na foto), desvalorizou esta quarta-feira, 27 de Abril, a possibilidade de fazer uma oferta pelo Novo Banco, salientando que "segue os desenvolvimentos em Portugal", mas que o objectivo "é crescer organicamente".

"No ano passado analisámos o Novo Banco e colocámos uma oferta não vinculativa. Seguimos os desenvolvimentos em Portugal, mas o nosso objectivo em Portugal é crescer de forma orgânica, o que estamos a fazer", afirmou o responsável do banco espanhol, que opera em Portugal através do Santander Totta.

O crescimento orgânico refere-se ao aumento dos resultados dentro do actual perímetro do banco, ou seja sem recorrer a compras.

José António Álvarez explicou que o Santander tem "dois objectivos em Portugal", o primeiro dos quais "finalizar em Outubro a integração do Banif", que o banco espanhol comprou por 150 milhões de euros no ano passado.

"Estamos nessa integração. O segundo tema é ganhar quota de mercado, no qual temos vindo a crescer", acrescentou.

José António Álvarez foi ainda instado a comentar o decreto-lei aprovado recentemente pelo Governo português para as instituições de crédito - que permite levantar os bloqueios estatutários a alguns accionistas e que poderá permitir uma resolução para o conflito do catalão Caixabank no BPI -, mas escusou-se dizendo: "Desconheço a lei".

No final de Janeiro, aquando da apresentação de resultados anuais, o presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro, repetiu que "o Banco Santander é um grande banco e está sempre atento a tudo aquilo que se passa à sua volta".

"Naturalmente, olhará mais uma vez para o processo do Novo Banco. Mais do que isso, não posso dizer porque não sabemos quais os contornos do que vai haver, se estão enquadrados, ou não, na nossa política", continuou, dizendo que aguarda a publicação do caderno de encargos.

A segunda tentativa de venda do banco que resultou dos activos saudáveis do BES após a resolução do Banco Espírito Santo, prevê um de dois caminhos: a dispersão em bolsa de parte do capital do Novo Banco ou a operação de venda directa da instituição a um investidor, uma opção em que os grupos espanhóis, como o Santander e o CaixaBank, são os candidatos mais fortes. 

O objectivo é abrir o leque de opções e garantir o máximo de competitividade do processo, que tem de ter um desfecho até ao final de Julho, avançou em Março o Negócios.




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