Banca & Finanças Santander quer vender 6 mil milhões de euros em ativos tóxicos

Santander quer vender 6 mil milhões de euros em ativos tóxicos

O banco liderado por Ana Botín quer vender uma carteira de ativos tóxicos composta por hipotecas e terrenos. Uma operação de "limpeza" que deverá arrancar na próxima semana.
Santander quer vender 6 mil milhões de euros em ativos tóxicos
Juan Medina
Rita Atalaia 17 de outubro de 2019 às 10:08
O Santander quer libertar-se de 6 mil milhões de euros em crédito malparado. Para isso vai pôr à venda uma carteira de ativos tóxicos, composta por hipotecas e terrenos, já a partir da próxima semana. O objetivo é continuar a reduzir o peso dos empréstimos em incumprimento.

De acordo com o El Confidencial, trata-se de uma das maiores operações do Santander desde 2017, quando o banco liderado por Ana Botín vendeu 51% do negócio imobiliário do Popular por 30 mil milhões de euros.

O Santander está a estudar esta operação - designada de projeto "Atlas" - desde ainda antes do verão, como já tinha adiantado o jornal espanhol. De acordo com dados do banco, até junho, a instituição financeira detinha 12 mil milhões de créditos imobiliários problemáticos. 

A publicação adianta ainda que o banco tem estado a contactar grandes fundos para que estes se preparem para analisar uma carteira de 2,7 mil milhões de euros em hipotecas e outra de 3 mil milhões em terrenos. De acordo com fontes consultadas pelo El Confidencial, as vendas não devem estar concluídas até ao primeiro trimestre de 2020. Isto considerando o processo complexo de análise de operações desta dimensão. 


Em Portugal, o Novo Banco tem sido a instituição financeira que mais tem vendido crédito malparado - alienou recentemente uma carteira de 3 mil milhões de euros -, naquele que foi um legado deixado pelo Banco Espírito Santo (BES). 

Na semana passada, em Bruxelas, Margrethe Vestager defendeu que é preciso continuar a limpar o legado de bancos que foram alvo de medidas de resolução. E deu o exemplo do BES, uma entidade que já não era "reparável". Para a comissária europeia para a Concorrência, esta foi a solução que garantiu a estabilidade financeira do setor.

Apesar de a comissária reconhecer que o setor bancário europeu está "hoje muito mais saudável e resiliente", disse que ainda há trabalho a fazer. Vestager considerou que "para limpar o legado do passado, a Europa precisa de resolver o crédito malparado. Porque um banco com um volume elevado de malparado não pode desempenhar plenamente o seu papel no financiamento à economia".




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