Banca & Finanças Santander recusa que tenha tido palavra a dizer na resolução do Banif 

Santander recusa que tenha tido palavra a dizer na resolução do Banif 

"O Banco Santander Totta não esteve presente em qualquer reunião onde tenha sido tomada a decisão de adoptar a medida de resolução do Banif", garante António Vieira Monteiro.
Santander recusa que tenha tido palavra a dizer na resolução do Banif 
Diogo Cavaleiro 11 de maio de 2016 às 19:27

O Santander Totta rejeita as acusações de que tenha tido qualquer papel na decisão que levou à resolução do Banif. "O Banco Santander Totta não esteve presente em qualquer reunião onde tenha sido tomada a decisão de adoptar a medida de resolução do Banif", disse o presidente executivo da instituição financeira de direito português, e capitais espanhóis, António Vieira Monteiro.


Na audição desta quarta-feira, 11 de Maio, o líder do banco que ficou com a actividade tradicional bancária do Banif quis deixar claro que estava num processo de venda voluntária e que no dia em que apresentou a proposta de compra, de 150 milhões de euros, foi chamado para participar numa reunião no dia 18 de Dezembro.


O encontro ocorreu pelas 22:00 de 18 de Dezembro em que o Totta esteve com o Banco de Portugal, o Fundo de Resolução, o Ministério das Finanças e ainda os assessores financeiros e legais. "Fomos então informados que o processo voluntário de venda do capital do Banif tinha sido dado como terminado, e que o Banco de Portugal tinha iniciado um processo imediato de alienação de parte dos activos e passivos do Banif, já não segundo um procedimento de venda privada, mas ao abrigo de uma medida de resolução, a ser tomada pelo Banco de Portugal".


A proposta teria de vir até 20 de Dezembro, o domingo seguinte. Mas Vieira Monteiro diz que a decisão de resolução já estava tomada antes da reunião.


De qualquer forma, nesse encontro, o Santander teve contacto com a Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, à frente de todos os outros intervenientes.


"Nunca antes houve qualquer contacto entre a Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia e o Banco Santander Totta". No encontro, o Banif rejeitou participar em qualquer operação em que fossem impostas restrições.


O banco liderado por António Vieira Monteiro comprou activos e passivos do Banif por 150 milhões de euros, numa operação de resolução, que implicou perdas a accionistas e detentores de dívida subordinada.




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