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Santander Totta aumenta lucros para 137 milhões no primeiro trimestre

O banco liderado por Pedro Castro e Almeida registou um lucro de 137 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, em comparação com 130,5 milhões de euros registados no período homólogo.

Tiago Petinga/Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 07 de Maio de 2019 às 17:23
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O Santander Totta obteve um lucro de 137 milhões entre janeiro e março deste ano, o que representa uma melhoria de 5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

 

Nos primeiros três meses de 2018, o banco presidido por Pedro Castro e Almeida tinha alcançado um lucro de 130,5 milhões de euros. 

 

A ajudar a esta melhoria esteve o crescimento do produto bancário. Este aumentou 11,5% para 352,6 milhões de euros nos primeiros três meses, "refletindo o crescimento de 1,8% nas comissões, sobretudo nas comissões de crédito, meios de pagamento, fundos e seguros", refere o banco em comunicado revelado esta terça-feira, 7 de maio. 

 

Em sentido contrário seguiu a margem financeira, que caiu 6,7% para 215,6 milhões de euros, "resultado da maior pressão concorrencial sobre os preços e da procura moderada de crédito". 

 

Já os resultados de operações financeiras alcançaram os 50 milhões de euros, o que, segundo o banco liderado por Pedro Castro e Almeida, traduz a "gestão das carteiras de dívida pública". 

 

Sobre a qualidade dos ativos, o CEO do Santander em Portugal explica que o rácio de Non-Perfoming Exposure (NPE, no qual se inclui o crédito malparado) se situou nos 3,8%, de acordo com os critérios da EBA. "Aqui não há um tema", nota o gestor, revelando que "até houve uma reversão de provisões".

 

Crédito mantém estagnação 

De acordo com Pedro Castro e Almeida, este foi um trimestre de estagnação para o crédito. 

 

"Foi um trimestre em que se sentiu algum abrandamento que já vem dos últimos seis meses", referiu o presidente executivo do banco na conferência de imprensa sobre os resultados do primeiro trimestre.

 

O crédito ascendeu a 40,5 mil milhões de euros, o que representa uma diminuição de 2,4%, "fruto da gestão das carteiras não produtivas", nota a instituição financeira. 

 

Já as quotas de mercado de novos créditos a empresas e habitação situaram-se em 20,5% e 19,6%, respetivamente, acrescenta a entidade. 

 

Recursos cresceram no trimestre

Enquanto o crédito sofreu uma estagnação, os recursos dos clientes registaram um crescimento significativo. De acordo com o banco, os recursos totalizaram 40,4 mil milhões de euros, o que equivale a uma subida de 9,3%. Os depósitos avançaram 8,9% para 34,2 mil milhões de euros no trimestre. 

 

Este aumento "representa a confiança que os clientes têm no Santander", afirmou Pedro Castro e Almeida na conferência de imprensa, notando ainda que o banco que lidera tem um rating acima do da República Portuguesa para duas agências financeiras. 

(Notícia atualizada às 17:46)

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