Banca & Finanças Santander Totta faz segundo aumento de capital de 300 milhões em dois meses (act.)

Santander Totta faz segundo aumento de capital de 300 milhões em dois meses (act.)

Depois de ter concluído, em Janeiro, um aumento de capital de 300 milhões de euros, através da substituição de acções preferenciais, o Totta, que comprou o Banif, vai avançar com uma operação idêntica em Fevereiro.
Santander Totta faz segundo aumento de capital de 300 milhões em dois meses (act.)
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 28 de janeiro de 2016 às 15:19

O Santander Totta vai fazer um novo aumento de capital de até 300 milhões de euros. A operação foi divulgada esta quinta feira, 28 de Janeiro, e segue-se ao reforço de capital, exactamente de 300 milhões de euros, que foi concluído em Janeiro passado. Segundo a instituição, estes movimentos tendem a respeitar as novas regras de regulação. 

 

A operação é fundamentada como um "processo de optimização da estrutura de capitais próprios da Santander Totta - SGPS, S.A. e do Banco Santander Totta, S.A. a título individual, não se verificando qualquer alteração substancial na estrutura e no capital afecto a este grupo", assinala o comunicado emitido através do site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). 

 

O banco liderado por António Vieira Monteiro (na foto) vai, havendo o sim ao aumento de capital, praticamente duplicar o seu capital em dois meses. O primeiro reforço de 300 milhões, anunciado em Dezembro e concretizado em Janeiro, elevou o capital do Santander Totta de 656.723.284 para 956.723.284 euros. Agora, segundo o comunicado de hoje, o objectivo é que o capital do banco passe a ser de 1.256.723.284 euros.

 

O reforço de capital será votado em assembleia-geral extraordinária a 29 de Fevereiro, sendo que os actuais accionistas têm direito de preferência. Neste momento, o espanhol Santander, através do Santander Totta SGPS, tem 97,65% do capital, sendo que a Taxagest SGPS detém 2,22%, havendo ainda outros pequenos accionistas.

 

Amortização de acções preferenciais do Totta

 

Em relação à operação de Janeiro, o banco justificou-a com a amortização de acções preferenciais emitidas por uma sua subsidiária, pretendendo assim melhorar a estrutura do banco. O banco garantiu que a aquisição do Banif, concretizada a 20 de Dezembro, não alterava o destino do capital obtido na operação. A mesma justificação é dada agora para este segundo passo. 

"A operação visa substituir as duas emissões de acções que foram emitidas, por coincidência, em 2005 e 2006 e que, portanto, fazem agora dez anos. Assim, a realização destas operações agora é uma coincidência temporal", começa por responder ao Negócios a assessoria de imprensa do banco. A substituição é feita porque as acções preferenciais em causa não cumpriam os requisitos exigidos pelas novas regras de regulação, explica a mesma fonte. 

 

No final do ano passado, o rácio de referência do banco, Common Equity Tier 1, que mostra o peso do melhor capital da instituição, fixou-se em 14,7%. 

Totta amortizou hipotecárias do Banif

 

O banco de capitais espanhóis, que apresentou um crescimento de 50,9% dos lucros em 2015, decidiu, a 20 de Janeiro, que iria amortizar, antecipamente, as obrigações hipotecárias recebidas na compra da carteira do Banif (no âmbito da intervenção estatal). Os três programas em causa estavam avaliados em 285 milhões de euros, segundo o comunicado à CMVM. A amortização aconteceu esta quarta-feira, 27 de Janeiro. 

 

Entretanto, o Santander, depois de ter adquirido o Banif, já assinalou que pode olhar para o dossiê Novo Banco, embora ainda espere pelo caderno de encargos que irá ditar os moldes da operação.


(Notícia actualizada com mais informações pelas 18:07 com indicação do Santander Totta sobre os motivos da operação; corrigida pelas 16:32 - os programas de hipotecárias valem 285 milhões de euros)




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