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Santander Totta inscreve redução do malparado como prioridade

O Santander tem como foco ganhar quotas de mercado nas empresas e não nos particulares. E o malparado é para reduzir. São dados da apresentação aos investidores do grupo espanhol.

Correio da Manhã
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2016 às 09:28
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Uma das prioridades que o Santander tem para Portugal, um dos mercados menos relevantes para a margem financeira do grupo, é a redução do crédito malparado.

 

"Gestão activa da qualidade de crédito: reduzir o rácio de crédito malparado para menos de 6%", assinala o presidente executivo do grupo bancário espanhol, José Antonio Álvarez, na apresentação aos investidores feita esta sexta-feira, 30 de Setembro, como um dos objectivos para o mercado nacional. Em Portugal, o Santander está presente através do Santander Totta, com a unidade portuguesa a representar cerca de 5% dos lucros. 

A prioridade é esta mas, na apresentação do ano passado, António Vieira Monteiro anunciou que, para 2018, a meta era baixar a fasquia dos 8%. Em Junho daquele ano, o rácio de malparado encontrava-se em 8,8%. 

 

Outro rácio, o de crédito em risco, era, em Junho deste ano (os últimos dados divulgados), de 6,9%. O número correspondia a um aumento de 1,3 pontos percentuais face ao mesmo período do ano passado e, no relatório e contas do primeiro semestre, o Santander Totta atribuía tal comportamento à "débil qualidade de crédito de uma parte significativa da carteira adquirida em Dezembro de 2015". 

António Vieira Monteiro já disse que é contra a criação de um banco "mau" em Portugal, isto é, um veículo que agregue todos os créditos malparados da banca nacional mas tem dito que tem de haver uma solução para resolver o problema, que penaliza a rentabilidade dos bancos. 

 

Outro dos objectivos enunciados por Álvarez para o mercado nacional é o foco "em ganhos de quotas de mercado lucrativos (empresas e pequenas e médias empresas". Não constam aqui os particulares. 

 

De resto, na apresentação específica de Ana Botín, a presidente da administração do Santander, Portugal surge discretamente. Sublinhando a exposição "relevante" a mercados com elevadas taxas de juro, como o Brasil, o Santander tem quotas reduzidas nos mercados com baixas taxas. Portugal é o país menos representativo para a margem financeira consolidada do grupo (2% do total).

 

Na apresentação feita esta sexta-feira, e como sublinha o jornal espanhol Expansión, o Santander mantém a intenção de distribuir pelos accionistas entre 30% a 40% dos seus lucros em 2018, em linha como o já antecipado. Contudo, ajustou as estimativas de eficiência, cortando na rentabilidade a si exigida (um ROE de 11% e não de 13% como estimado no ano passado).

 

Em relação ao capital, o Santander inscreve como meta ter um rácio de referência (Common Equity Tier 1) superior a 11%. É um valor idêntico ao do concorrente CaixaBank.

 

O banco defende estar no caminho para satisfazer os seus compromissos para 2018. 

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